Foto: Rancho Queimado – Secretaria de Turismo.
Conhecida tradicionalmente pelo turismo de inverno, a Serra Catarinense começa a consolidar um ciclo de investimentos em empreendimentos residenciais e de segunda moradia, mantendo, porém, um dos menores valores de metro quadrado entre as principais regiões catarinenses.
É o que revela o novo Painel Imobiliário da Região Serrana, elaborado pelo Sinduscon Grande Florianópolis em parceria com a Alphaplan.
O levantamento identificou 603 unidades disponíveis em 15 empreendimentos, distribuídos entre São Joaquim, Urubici, Rancho Queimado e Bom Jardim da Serra. Juntos, esses projetos representam um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 392 milhões.
São Joaquim lidera o mercado regional, concentrando quase metade das unidades disponíveis (286) e aproximadamente 63% de todo o VGV da Serra, consolidando-se como principal polo imobiliário da região.
O estudo chama atenção, no entanto, para outro indicador: enquanto o preço médio da Serra é de R$ 663 por metro quadrado, Florianópolis registra média superior a R$ 16 mil/m², São José ultrapassa R$ 11 mil/m² e municípios vizinhos também apresentam valores bem superiores.
Na própria Serra, Urubici lidera o ranking, com média de R$ 930/m², seguida por São Joaquim, com R$ 889/m².
Para o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Carlos Leite, a diferença demonstra que o mercado serrano ainda se encontra em fase de amadurecimento. “A Serra Catarinense deixou de ser apenas um destino turístico de inverno para se consolidar como uma alternativa de moradia, lazer e investimento. O mercado ainda é pequeno quando comparado ao litoral, mas os números mostram que existe espaço para crescimento consistente e valorização ao longo dos próximos anos.”
O levantamento também mostra diferenças entre os municípios quanto à dinâmica demográfica. Enquanto Rancho Queimado registrou crescimento populacional de 19% entre 2010 e 2022, São Joaquim cresceu 5%, Urubici 1% e Bom Jardim da Serra apresentou redução populacional no período.
Segundo Carlos Leite, acompanhar esses indicadores é fundamental para orientar novos investimentos. “O objetivo do painel é oferecer inteligência de mercado. Quando o setor conhece a oferta existente, os preços e o comportamento de cada município, consegue desenvolver empreendimentos mais alinhados à demanda e evitar distorções.”

Foto: Conecta SC
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