A Camerata Florianópolis embarcou rumo à Indonésia para representar o Brasil na 21ª edição do Java Jazz Festival, em Jacarta, um dos eventos mais importantes do gênero no mundo.
A viagem começou muito antes do embarque. Para colocar a orquestra no palco do salão BYD Hall (NICE PIK2) nos dias 29 e 31/5 com o espetáculo “Aquarela do Brasil”, a equipe organizou uma engenharia de bastidores meticulosa.
Na bagagem, viajam 80 quilos de equipamentos próprios de áudio, incluindo mesas de som avançadas, 32 microfones selecionados e um sistema de comunicação de alta fidelidade (Hi-Fi).
Para viabilizar o deslocamento e evitar contratempos, apenas os instrumentos de grande porte, como violoncelos e contrabaixos, serão alugados diretamente na Indonésia, enquanto os músicos carregam suas próprias violas e violinos durante o trajeto. A chegada ao Aeroporto Soekarno Hatta, na capital indonésia, está prevista para a tarde desta terça-feira, 26.
Após os trâmites de imigração, retirada da moeda local e chips de comunicação, os músicos e a produção seguem para a base oficial do grupo, no Hotel Mercure Jakarta Pantai Indah Kapuk. No mesmo dia da chegada, uma reunião técnica já está agendada para alinhar os detalhes finais dos palcos.A partir daí, o ritmo é intenso. O grupo passará por uma rotina de três ensaios matinais consecutivos, agendados para os dias 27, 28 e 29/5.
O foco principal é o entrosamento para os concertos em parceria com o músico Rega Daune. A agenda oficial de recepção também inclui compromissos de peso, como o “Artoz Show” (um encontro de boas-vindas na quarta-feira) e a passagem de som para um Jantar de Gala na quinta-feira, no Hotel Swissôtel.
O grande momento dessa jornada acontece na sexta-feira (29), às 19h15, e no domingo (31), às 21h, quando as cortinas se abrem para a Camerata Florianópolis apresentar, no Java Jazz Festival, o espetáculo “Aquarela do Brasil”. Sob a regência do maestro Jeferson Della Rocca, o repertório conta com clássicos como Tico-Tico no Fubá, Trenzinho Caipira, Garota de Ipanema e Influência do Jazz. As apresentações contarão com a participação de duas experientes vozes femininas: a manezinha Cláudia Bossle e a carioca Sheila Sá, que já participaram de edições anteriores do festival. Os dois shows serão gravados e exibidos posteriormente em canais especiais de música.
Representatividade brasileira
Para Peter Gontha, fundador e idealizador do Java Jazz Festival, o Brasil estará muito bem representado. “A Camerata tem uma história fantástica e representará muito bem a música brasileira, que é muito admirada na Indonésia”, afirma Gotha.
A viagem é também uma oportunidade de mostrar a cultura do estado em outro país. “É a chance de levar a música brasileira para novos públicos e representar Santa Catarina em um evento de alcance mundial”, destaca a diretora de produção da orquestra, Maria Elita Pereira.
“Apresentar um programa dedicado à música brasileira para um festival como o Java Jazz é uma forma de mostrar a riqueza, a diversidade e a versatilidade do nosso repertório. É um encontro entre culturas que acontece por meio da música”, destaca Della Rocca.

Foto: Scarduelli Comunicação
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