Florianópolis se transforma, nesta semana, em palco de um dos principais debates sobre saúde feminina no país.
De 5 a 7/3, o FEMINA 2026 – II Fórum Sul-Brasileiro de Estudos e Inovações em Oncologia Mamária reúne especialistas do Brasil e do exterior para discutir avanços científicos e também caminhos concretos para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama.
“Ouvir a mulher não é apenas um gesto de empatia. É uma decisão clínica.” A afirmação da mastologista Dra. Adriana Freitas, idealizadora do evento, sintetiza a proposta do fórum: integrar evidência científica, prática clínica e a experiência real das pacientes na construção de um cuidado mais efetivo e humano.
O encontro reúne alguns dos principais nomes da oncologia mamária para debater evidências, inovações terapêuticas e desafios contemporâneos da especialidade. O diferencial do FEMINA está justamente na proposta de aproximar ciência e mundo real, promovendo o diálogo entre mastologistas, radiologistas, cirurgiões, patologistas, oncologistas, ONGs e pacientes.
Ciência, prática e políticas públicas no mesmo espaço
Além do conteúdo técnico, o fórum abre espaço para uma discussão estratégica sobre políticas públicas. Na manhã do dia 53, a programação dedica um momento ao advocacy em saúde — a articulação entre especialistas, sociedade civil e poder público para viabilizar melhorias concretas no acesso ao diagnóstico.
Um dos principais temas em pauta será a ampliação do acesso ao teste genético para câncer de mama hereditário no SUS. Entre 5% e 10% dos casos da doença estão associados a mutações genéticas, cuja identificação pode modificar a conduta terapêutica, impactar as chances de cura e permitir estratégias preventivas para familiares.
Hoje, o exame ainda não é ofertado de forma estruturada na rede pública catarinense, especialmente para mulheres diagnosticadas antes dos 50 anos — público com indicação prioritária para investigação genética. Durante o encontro, será apresentado o case de Goiás Todo Rosa, que viabilizou o acesso gratuito ao teste por meio de articulação entre diferentes setores, como referência para a construção de um modelo semelhante em Santa Catarina.
“Acreditamos que a transformação do cuidado passa pelo diálogo entre quem está na assistência, quem formula políticas públicas e quem executa a gestão. O FEMINA quer ser essa ponte”, reforça Dra. Adriana.
Um debate que dialoga com o mês da mulher
Realizado em março, o fórum ganha ainda mais relevância simbólica. Em um mês marcado por reflexões sobre direitos, equidade e protagonismo feminino, discutir acesso à saúde, inovação e qualidade no tratamento do câncer de mama torna-se parte essencial da agenda pública.
Mais do que um congresso científico, o FEMINA se consolida como um espaço de construção coletiva, fortalecendo o Sul do Brasil como polo de excelência em saúde da mulher e ampliando redes de cuidado que impactam diretamente a vida das pacientes.
As inscrições podem ser realizadas aqui.
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