
A jornalista Claudia Penteado, da Revista Época Negócios, conversou com Tor no Rio de Janeiro, após um encontro mundial de criatividade do grupo Grey, que trouxe as 15 mentes mais espertas do grupo para falar sobre seus projetos e discutir a tal ‘cultura criativa’ que Myhren quer ver espalhada por toda a rede em que trabalha.
Confira algumas dicas de Tor para quem trabalha com publicidade:
Propaganda tem que se tornar parte da cultura
“Esse é o Santo Graal do nosso negócio. Quando você atinge um nervo da cultura popular, ganha como agência, como marca, todos ganham.”, diz.
Ame o que você faz, o dinheiro virá
“Uma das coisas que meu pai sempre me disse é que quando se faz algo por dinheiro, nunca se amará o que faz. Mas quando se faz algo por amor, provavelmente ganhará dinheiro com isso. Sempre tentei seguir meu coração.”, destaca. “Para ter sucesso, é preciso amar o que se faz. Amar o processo, não o resultado. Porque o processo é o que se faz diariamente”, acrescenta.
A cultura criativa comanda o trabalho
Tor disse que implantou na Grey em NY a cultura da criatividade: isso significa que todos, do boy e da recepcionista ao CEO, sabem que estão no negócio da criatividade. Devem resolver problemas criativamente para os clientes, ponto. “As pessoas perguntam se a cultura comanda o trabalho ou se o trabalho comanda a cultura. Eu acredito que a cultura rege o trabalho e para fazer trabalho consistentemente bom, é preciso ter uma boa cultura. Tem que estar no DNA do lugar. Você tem que entrar na atmosfera criativa de uma empresa todos os dias, ser inspirado por ela, estimulado por ela.”
Contrate os melhores
“Quero os melhores comigo, e encontro um bom lugar para eles.”, mesmo que não sejam adequados para uma determinada função.
Nunca houve um momento como esse
Certamente estamos apenas no início de todas as possibilidades da comunicação, com tantos meios a serem explorados. O negócio da propaganda é contar boas histórias, e o ambiente nunca foi mais propício.
O que os clientes querem
Eles querem rapidez, agilidade, integração e entendimento do novo – mas, essencialmente, criatividade. “Hoje se você não tiver uma boa ideia, o mundo vai ignorar você. Porque ele pode. Há escolha.”.
Prêmios não são tudo, mas são importantes
Se você não “se liga” em prêmios, ligue-se. Prêmios não são essenciais, mas contribuem para construir um negócio de sucesso. Prêmios estão na mira de boa parte dos clientes, principalmente os maiores, os globais. Eles têm ido aos festivais e sabem quem está ganhando. Prêmios atraem os melhores talentos para a sua agência. E vice-versa.
Arriscar é importante
Tor criou na Grey um prêmio para ideias ousadas que não deram certo. Se a agência toda acreditou numa ideia que era arriscada, mas ela não deu certo, mesmo que tenha levado à perda do cliente ela merece reconhecimento. É o heroic failure award (algo como prêmio para um fracasso heróico). “Acreditamos que assumir riscos sem o medo do fracasso assombrando o tempo todo permite explorar lugares na sua mente e no mundo criativo onde jamais se chegaria.”
Reuniões nem sempre são importantes
Toda quinta-feira pela manhã – até o meio-dia – é proibido fazer reuniões na Grey NY. O que as pessoas fazem? Criam. “É bom saber que naquela manhã em particular você irá para o trabalho e não terá nenhuma reunião. Recomendo isso para qualquer empresa.”
Com informações da Coluna de Claudia Penteado na Revista Época Negócios.
