
CONTEÚDO – ORQUESTRAÇÃO – ENGAJAMENTO – CURADORIA – SINAIS A programação trouxe experiências interessantes e diversas, desde cases mundiais, como a Heineken, e empresas ultra-contemporâneas, como a produtora The Alchemists, até a jovialidade Y da boo-box e a ousadia do Porta dos Fundos. Conteúdos estimulantes, que nos fazem perceber como planejar “on” e “off line” de forma separada é ultrapassado, e como o profissional de mídia precisa se reinventar – porque, afinal de contas, as portas das possibilidades infinitas se abriram para eles. A receita é mais ou menos assim: tudo começa com o CONTEÚDO, que precisa ser interessante e, fundamentalmente, se adaptar às diversas plataformas. Ou seja: o conteúdo deve ser líquido. E é a partir dele, casado com a ORQUESTRAÇÃO dos meios a serem usados, que se deve ir à caça daquilo que mais interessa e dá resultado nos dias de hoje: o ENGAJAMENTO. Mas um dos pontos mais interessantes é a CURADORIA. No mundo gigante da internet e da comunicação, as pessoas buscam referências porque ficam perdidas. Basicamente, são guiadas pela credibilidade de alguém ou algo para consumir uma ideia. E isso fica muito evidente em exemplos de sucesso como o Porta dos Fundos, o Loollapalooza ou mesmo os tantos blogs que existem por aí. É por este caminho que grandes marcas estão começando a seguir. E vão além: lançaram o desafio de tornar sua própria marca a referência para o consumidor. Mas isso, é claro, envolve muito mais do que comunicação. É um impacto direto na matéria-prima, ou seja, no produto em si. Estar tão próximo e exposto envolve riscos. E a boa notícia é que ser autêntico conta pontos! O McDonald’s é um exemplo de como isso funciona na prática. A empresa tem respondido até as perguntas mais “espinhosas” feitas pelo consumidor – sem esconder nada – e os números estão mostrando como esta fórmula dá certo – muito certo. Veja isso, neste vídeo:
Os SINAIS são as pesquisas, a análise dos resultados, com a ressalva importante de que os números não podem ser encarados friamente, especialmente porque, hoje, o extraordinário é esperado pelo público. E, assim, foi possível perceber que a publicidade chegou ao auge da maturidade. Com pitadas de ousadia, experiência e a segurança necessárias para ser autêntica. Lembrando que não estamos falando de um mundo futuro. Este é o presente bem real para grandes empresas, agências e agentes de comunicação.
Thamy Soligo Jornalista – Diretora de Divulgação do Governo de Santa Catarina E-mail: [email protected] / @thamysoligo
