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Como começar no e-commerce do zero em 2026
14 de Janeiro de 2026

Como começar no e-commerce do zero em 2026

Concorrência maior exige decisões mais estratégicas

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O começo de 2026 encontra o e-commerce brasileiro em um estágio mais avançado e altamente competitivo.

Segundo o relatório Webshoppers, da NielsenIQ Ebit, o setor ultrapassou R$ 200 bilhões em faturamento em 2024, impulsionado principalmente por pequenos lojistas e pela expansão do social commerce. Ao mesmo tempo, dados do DataReportal indicam que mais de 75% dos brasileiros utilizam redes sociais como principal canal de descoberta de produtos, o que redefine a forma de estruturar um negócio digital desde o início.

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Para Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias e especialista em vendas on-line, um dos erros mais recorrentes entre novos empreendedores continua sendo investir em estoque antes de compreender o processo de venda. “A maioria das lojas quebra porque compra produtos sem ter estratégia de venda. Em 2026, errar custa mais caro, porque a concorrência é maior e o caixa acaba rápido”, afirma.

De acordo com a especialista, quem inicia sem marca consolidada, base de seguidores ou estrutura precisa adotar uma lógica diferente da tradicional no varejo. A recomendação é começar com um produto que já tenha demanda validada, margem saudável e logística simplificada. “Menos variedade e mais foco. Um único produto bem trabalhado pode escalar mais do que um mix grande sem estratégia”, diz. Sabrina destaca que diversos casos de sucesso no ambiente digital surgiram a partir de produtos únicos, sustentados por marketing eficiente e distribuição bem estruturada.

Esse movimento ganha ainda mais relevância com a consolidação do social commerce. Um estudo da Accenture projeta que esse modelo deve crescer 3 vezes mais rápido do que o e-commerce tradicional até 2026. No Brasil, a chegada do TikTok Shop reforça essa tendência. “Se eu estivesse começando hoje, concentraria energia em um canal em crescimento, como o TikTok Shop, em vez de tentar estar em todas as plataformas ao mesmo tempo”, afirma Sabrina. Segundo ela, unir conteúdo e venda no mesmo ambiente reduz custos e acelera o processo de validação do produto.

A proteção do caixa também aparece como um ponto-chave na fase inicial do negócio. A empresária recomenda negociações com fornecedores para compras menores e reposição gradual, além de cautela com investimentos em embalagem e estética antes de alcançar vendas consistentes. “O dinheiro precisa ir para onde volta rápido, produto, tráfego e conhecimento. Embalagem sofisticada não sustenta negócio sem venda”, diz.

Além disso, Sabrina também destaca que o começo de 2026 favorece estratégias regionais. Dados do Sebrae mostram que negócios digitais com foco local têm maior taxa de sobrevivência nos primeiros dois anos. “Fortalecer a marca de dentro para fora, começando pela própria região, é mais eficiente do que tentar vender para o Brasil inteiro logo de início”, afirma.

A empresária afirma, ainda, que o aprendizado mais importante é abandonar improvisos. “A internet muda rápido. Fórmulas mágicas não funcionam mais. O que funciona é estratégia validada, leitura de tendência e investimento em conhecimento”, afirma. Para ela, o empreendedor que entra em 2026 precisa entender que crescimento exige visão de longo prazo e reinvestimento contínuo. “Negócio só cresce até onde o dono enxerga. Se não houver clareza de onde se quer chegar, a empresa para antes”, conclui.

A lista

Conheça as 7 orientações práticas para quem pretende montar uma loja on-line ao longo de 2026 e reduzir erros comuns no início da operação, elencadas pela especialista:

  • Comece pelo produto, não pela marca: Antes de pensar em identidade visual ou redes sociais, valide um produto com demanda comprovada, margem adequada e logística simples. Produto certo protege o caixa;
  • Reduza o mix para ganhar velocidade: Trabalhar com poucos itens, ou até com um único produto, facilita controle de estoque, comunicação e escala. Variedade excessiva dilui esforço e capital;
  • Negocie estoque de forma progressiva: Evite grandes compras iniciais. Busque fornecedores dispostos a vender em menor volume para validação e aumente pedidos conforme a venda acontece;
  • Escolha um canal principal de venda: Concentrar energia em uma plataforma em crescimento, como o social commerce, tende a gerar resultado mais rápido do que tentar operar em vários canais ao mesmo tempo;
  • Invista primeiro onde o dinheiro retorna: No início, recursos devem ir para produto, tráfego e conhecimento. Embalagem sofisticada e estética vêm depois da venda recorrente;
  • Fortaleça a marca de dentro para fora: Começar pela região ou estado ajuda a ganhar relevância local, reduzir custos de mídia e criar prova social antes de ampliar a atuação.
  • Trate conhecimento como ativo estratégico: Aprender com quem já percorreu o caminho reduz tempo, dinheiro e erros. Informação certa acelera decisões e aumenta a chance de sobrevivência do negócio.

Segundo a especialista, essas escolhas fazem diferença especialmente no cenário de 2026, em que o e-commerce segue crescendo, mas com menos espaço para improviso e decisões intuitivas.

Foto: Freepik

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