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Florianópolis inicia obras do primeiro Centro de Inovação Social de Periferia
26 de Novembro de 2025

Florianópolis inicia obras do primeiro Centro de Inovação Social de Periferia

CIS Monte Serrat vai atender jovens e empreendedores

Florianópolis dará um passo decisivo rumo à inclusão produtiva e ao fortalecimento da inovação social com a implantação do CIS Monte Serrat – Centro de Inovação Social de Periferia, um equipamento inédito na cidade, idealizado pelo Instituto Pe. Vilson Groh (IVG).

O projeto será construído no Monte Serrat, no Maciço do Morro da Cruz, território central e estratégico da Capital e nasce com a missão de integrar juventudes, empreendedores locais, tecnologia e cultura em um único espaço de desenvolvimento comunitário. O lançamento do início da obra foi realizado na manhã desta quarta-feira, 26, quando a sociedade conheceu mais sobre o projeto e visitou o terreno onde começaram as obras.

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O CIS Monte Serrat está orçado em R$ 11,1 milhões, valor a ser viabilizado por meio de cofinanciamento entre o Fundo Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e contrapartida do próprio IVG. Ao entrar em operação, o CIS Monte Serrat deverá atender 500 jovens e adultos por ano, com impacto potencial em mais de 40 mil moradores do Maciço do Morro da Cruz.

Uma resposta estruturante para enfrentar desigualdades históricas

Embora Florianópolis seja reconhecida nacionalmente como polo de inovação e tecnologia, a cidade ainda convive com indicadores sociais preocupantes. Segundo dados do Observatório de Inovação Social e do ICOM (2020), 20% das crianças e adolescentes vivem em situação de pobreza e 44% dos jovens entre 15 e 29 anos estão fora da escola. No Monte Serrat, mais da metade das famílias tem renda de até 1,5 salário mínimo per capita.

O Maciço do Morro da Cruz reúne aproximadamente 16 comunidades, formando o maior território de vulnerabilidade urbana da Capital, apesar de estar a apenas minutos da área central e de instituições âncoras da inovação catarinense. Para o Padre Vilson Groh, presidente do IVG, essa contradição revela a urgência do CIS. “Quando falamos em inovação, não estamos falando apenas de tecnologia. Estamos falando de vidas. O CIS nasce do desejo profundo de que nenhuma criança do Maciço precise deixar sua comunidade para acessar conhecimento, cultura ou oportunidades. Queremos que elas encontrem tudo isso no lugar onde vivem, onde têm suas raízes, seus afetos e suas histórias”, destaca.

A criação do CIS Monte Serrat busca conectar a Florianópolis que inova à Florianópolis que resiste, fortalecendo a economia local e abrindo caminhos reais para o desenvolvimento humano e produtivo.

“O CIS é a ponte entre mundos que não se encontravam”. Em sua fala, Padre Vilson reforça a missão histórica do IVG: “o Instituto nasceu para isso, para ser ponte. E uma ponte só tem sentido se ligar mundos que não se encontram. O CIS é essa ponte entre a cidade que produz tecnologia e a cidade que luta diariamente por dignidade. Queremos criar caminhos para que todos possam atravessar.”

Infraestrutura sustentável e projetada para impactar gerações

Com projeto arquitetônico contemporâneo e funcional, o CIS Monte Serrat contará com praça de convivência e eventos; biblioteca e áreas de estudo; laboratórios de programação, design, audiovisual e edição; espaço maker; estúdio de música; coworking; salas multiuso e laboratório de pesquisa e criação.

“Todos os ambientes foram planejados para uso coletivo, integração entre faixas etárias e estímulo à criatividade, inovação e economia solidária”, explica Gelson Nezi, coordenador de projetos do IVG.

Padre Vilson complementa: “construir o CIS no alto do Monte Serrat é mais do que uma escolha de terreno. É uma escolha de horizonte. De lá, as crianças e os jovens enxergam a cidade inteira e, mais importante, enxergarão que têm direito a fazer parte dela.”

A arquitetura seguirá princípios de flexibilidade, baixo impacto, acessibilidade e montagem rápida com estruturas pré-fabricadas. O projeto foi inspirado em modelos globais de urbanismo social, como o Orquideorama (Medellín, na Colômbia), o Booth Arts Plaza (Boston, nos EUA) e o campus do Airbnb em Dublin (Irlanda). O projeto do CIS foi desenvolvido por mais de 30 profissionais e 10 empressas, tendo como arquitetos responsáveis André Lima de Oliveira e Tatiana Filomeno.

A criação do CIS Monte Serrat busca conectar a Florianópolis que inova à Florianópolis que resiste, fortalecendo a economia local e abrindo caminhos reais para o desenvolvimento humano e produtivo.

“O CIS é a ponte entre mundos que não se encontravam”. Em sua fala, Padre Vilson reforça a missão histórica do IVG: “o Instituto nasceu para isso, para ser ponte. E uma ponte só tem sentido se ligar mundos que não se encontram. O CIS é essa ponte entre a cidade que produz tecnologia e a cidade que luta diariamente por dignidade. Queremos criar caminhos para que todos possam atravessar.”

Infraestrutura sustentável e projetada para impactar gerações

Com projeto arquitetônico contemporâneo e funcional, o CIS Monte Serrat contará com praça de convivência e eventos; biblioteca e áreas de estudo; laboratórios de programação, design, audiovisual e edição; espaço maker; estúdio de música; coworking; salas multiuso e laboratório de pesquisa e criação.

“Todos os ambientes foram planejados para uso coletivo, integração entre faixas etárias e estímulo à criatividade, inovação e economia solidária”, explica Gelson Nezi, coordenador de projetos do IVG.

Padre Vilson complementa: “construir o CIS no alto do Monte Serrat é mais do que uma escolha de terreno. É uma escolha de horizonte. De lá, as crianças e os jovens enxergam a cidade inteira e, mais importante, enxergarão que têm direito a fazer parte dela.”

A arquitetura seguirá princípios de flexibilidade, baixo impacto, acessibilidade e montagem rápida com estruturas pré-fabricadas. O projeto foi inspirado em modelos globais de urbanismo social, como o Orquideorama (Medellín, na Colômbia), o Booth Arts Plaza (Boston, nos EUA) e o campus do Airbnb em Dublin (Irlanda). O projeto do CIS foi desenvolvido por mais de 30 profissionais e 10 empresas, tendo como arquitetos responsáveis André Lima de Oliveira e Tatiana Filomeno.

 

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