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Influenciadores virtuais ganham a batalha da confiança?
17 de Novembro de 2025

Influenciadores virtuais ganham a batalha da confiança?

Consumo, confiança e o futuro da influência digital

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Influenciadores virtuais x gêmeos digitais: quem vence?

Uma nova pesquisa mostra que os consumidores confiam mais em influenciadores virtuais do que nas versões digitais de influenciadores reais, um dado que levanta questões importantes sobre um mercado que ocupa cada vez mais espaço nos orçamentos de marketing.

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O que o estudo descobriu

A agência Billion Dollar Boy entrevistou 6.000 consumidores, criadores e profissionais de marketing nos EUA e no Reino Unido para entender as percepções sobre o avanço das personas de IA.

Os resultados revelaram que 76% dos consumidores confiam em influenciadores virtuais para recomendações de produtos, e 68% acreditam neles para decisões de compra.

Já os criadores demonstram preocupação: 62% sentem que competem diretamente com influenciadores virtuais, e 59% temem que o aumento desses perfis gere saturação de conteúdo nos feeds.

Apesar disso, 85% dos criadores aceitariam criar um gêmeo digital em parceria com marcas. Mas mais da metade dos consumidores (57%) acredita que gêmeos digitais prejudicam a confiança no conteúdo dos criadores.

Por que influenciadores virtuais importam (e por que não)

Na China, influenciadores virtuais já são amplamente utilizados, especialmente após escândalos envolvendo influenciadores reais. A pesquisa sugere que o público ocidental também está mais aberto a essa tendência. As marcas veem vantagens: controle total, disponibilidade 24/7 e zero risco de comportamentos imprevisíveis.

Mas há limitações: influenciadores virtuais não têm emoção real, nem o poder narrativo autêntico de um criador humano. Eles também exigem grandes equipes e produção contínua para parecerem convincentes.

Segundo Becky Owen, CMO global da Billion Dollar Boy: “Os influenciadores virtuais que prosperam não são os mais realistas, mas os que constroem mundos cinematográficos e contam histórias que parecem vivas. O mesmo vale para gêmeos digitais: se forem usados como atalho, acabam destruindo confiança em vez de construir.”

O YouTube reforçou recentemente que criadores precisam postar conteúdo “original” e “autêntico”, uma tentativa de conter o excesso de material produzido por IA. Isso não proíbe gêmeos digitais, mas coloca pressão sobre sua credibilidade.

Contexto

Consumidores ao redor do mundo aceitam bem conteúdo de influenciadores patrocinados, e as marcas estão dobrando essa aposta. O futuro CEO da Unilever afirmou que a empresa usará muito mais influenciadores dentro de uma estratégia “social first”.

Foto: Freepik

Fonte: WARC

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