Com duração de 32 minutos, o média-metragem destaca histórias de reconexão de indígenas australianos com seus territórios, após anos de violações pelo estado. O filme aborda o sequestro de crianças por órgãos do governo, o que levou à existência da chamada Geração Roubada, e também a luta dos povos originários por soberania e garantia da transmissão de saberes ancestrais. A mensagem ultrapassa fronteiras e convida não-indígenas de todo o mundo a honrarem os povos originários de seus países.
A produção independente conta com a produção de oito brasileiros, de diferentes formações – jornalistas, historiadores e músicos. As gravações foram feitas na Costa Oeste da Austrália, com condução de Lorna Kelly, pertencente ao povo Ngombal. Além desse, foram visitados os territórios Yindjibarndi, Palyku, Kariyarra, Banjima, Jukun e Nyul Nyul, entre outros.
“O que encontramos foi muito maior do que imaginávamos”, conta a historiadora Luisa Wittmann, uma das integrantes do Chama e professora da Udesc, coordenadora do Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais (Aya). “Foram mais de 20 versões diferentes do documentário até chegarmos àquela que sentimos que honra as vozes que nos comprometemos em representar”, acrescenta. Também fazem parte do coletivo Ana Paula Sousa, Anita Grando Martins, Camila Stähelin, Edu Cavalcanti, Fabio Berlinga, Leonardo Sousa e Marcelo Téo.

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