
O Ad Age ressalta em sua reportagem que, segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a entidade deverá questionar se tomou a decisão “errada ao ceder os direitos de receber a Copa”, caso os protestos se repitam durante o evento de 2014.
De acordo com a reportagem, os anunciantes deverão gastar US$ 1,6 bilhão de patrocínio e três vezes essa quantia em marketing quando o assunto é Copa do Mundo. Porém, segundo fontes ouvidas pelo Ad Age, mesmo que os protestos atrapalhem os negócios em junho de 2014, período em que a Copa do Mundo irá acontecer, ainda será possível modificar as ações, como fez a Coca-Cola com algumas de suas ativações para a Copa das Confederações no período de protestos.
Segundo Herbert Hainer, CEO da Adidas Group, um dos seis patrocinadores globais da Copa do Mundo, a empresa já sabe que as pessoas irão utilizar o evento para levantar as questões sobre os problemas sociais do país, mas espera que até 2014 os problemas já tenham sido resolvidos.
Arnab Roy, diretor global de marketing para futebol da Coca-Cola, que esteve no Brasil durante a Copa das Confederações, disse ao Ad Age que a empresa não reduziu viagens dos executivos ao país durante o evento, embora os funcionários tenham sido aconselhados a tomar cuidado.
O Ad Age ressalta também que as marcas foram “usadas” pelos manifestantes. As pessoas utilizaram a frase “Vem Pra Rua” (Fiat) e também o slogan “O Gigante Acordou” (Johnnie Walker). Entretanto, a revista analisa que os reflexos não foram totalmente positivos para as marcas, como no caso do Outdoor da Coca-Cola queimado por manifestantes, o que segundo um porta-voz da empresa, foi um caso isolado.
A reportagem do Ad Age ainda diz que as eleições presidenciais em outubro aumentam a possibilidade de novos protestos.
Com informações, Adnews.
