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Coluna Ozinil Martins | Uma no cravo, outra na ferradura!
21 de Agosto de 2024

Coluna Ozinil Martins | Uma no cravo, outra na ferradura!

"As razões do quase pleno emprego em Santa Catarina são bem conhecidas mas, é bom relembrá-las"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 21 de Agosto de 2024 | Atualizado 21 de Agosto de 2024

Novamente, em informação divulgada na semana passada pelo IBGE, o Estado de Santa Catarina pontua a estatística sobre o nível de desemprego no país; o Estado tem 3,2% de pessoas desempregadas. Na sequência situam-se Mato Grosso (3,3%) e Rondônia (3,3%). Os Estados com maior nível de desemprego são: Pernambuco (11,5%), Bahia (11,1%) e Distrito Federal (9,7%).

As razões do quase pleno emprego em Santa Catarina são bem conhecidas mas, é bom relembrá-las. Empresários ousados e com visão voltada para o futuro, qualificação profissional, ambiente econômico diversificado, sistema universitário que privilegia as Universidades comunitárias, cidades de médio e pequeno porte e, um povo aguerrido e trabalhador não afeito as benesses governamentais. Só relembrando: para cada 10 trabalhadores formais há um usuário do programa Bolsa Família e isto coloca o Estado como o de menor número de usuários deste “benefício”.

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Porém, como nem só de boas notícias vive o Estado, na mesma semana, a surpresa veio da divulgação do resultado do IDEB – Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico – do Ministério da Educação. O resultado geral mostra o seguinte quadro: entre 2021 e 2023 96% dos estados (26) melhoraram o desempenho nos anos iniciais; 59% (16 estados) nos anos finais; e 65% (17 estados) no ensino médio. Santa Catarina, infelizmente, caiu nos anos finais e, principalmente, no ensino médio.

É óbvio que a Educação tem papel fundamental na qualidade de vida do povo catarinense e, esta queda, é preocupante. Como todo efeito tem uma ou mais causas é salutar analisá-las. Por partes: não podemos esquecer o efeito da pandemia no resultado apresentado; foram dois anos comprometidos. Primeiro pela paralisação das aulas e seu complicado retorno e, depois pela alternativa encontrada que foram as aulas a distância. Lembro de pais dividindo um telefone com vários filhos para acompanhar as aulas.

Outro ponto a ser considerado é o crescimento populacional. Segundo o censo de 2022, Santa Catarina foi o Estado que teve o maior crescimento populacional atrás apenas de São Paulo. De 2010 a 2022 a população cresceu 21,78%. Importante citar o fenômeno das migrações interna e externa. Lógico que as pessoas que deixam suas origens, ou por problemas econômicos ou sociais, buscam lugares que apresentam boa qualidade de vida e, principalmente, oportunidades. Santa Catarina os têm! Segundo a secretária de Assistência Social, Mulher e Família do governo catarinense no 1º Encontro de Articulação da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia “Hoje, em Santa Catarina, temos mais de 110 mil imigrantes, muitos inclusive em situação de rua e, precisamos dar acolhimento de saúde, Educação e desenvolvimento” afirmou Maria Helena Zimmermann. Provavelmente, o Estado está recebendo mais pessoas do que sua capacidade de dar respostas adequadas.

Lembro que na gestão de Glauco José Côrte na FIESC – Federação do Estado de Santa Catarina – sua preocupação estava em elevar o nível dos trabalhadores da indústria catarinense tanto que desenvolveu um programa junto com a ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos – no sentido de sensibilizar as empresas para este desafio. Participei ativamente do programa com palestras em Criciúma, Tubarão e Blumenau. A Federação sabe que sem qualificação profissional a indústria para!

O Estado e seus poderes constituídos têm que entender que Educação é a pedra fundamental para o crescimento e a manutenção do “status” que hoje ostentamos. O foco no Ensino Médio é obrigatório; reduzir o abandono e tornar o ensino atrativo é questão de sobrevivência em um mundo cada vez mais competitivo.

Observação: não há nesta coluna nenhum viés ideológico como, por exemplo, xenofobia. É apenas uma análise dos fatos!

Foto:Freepik

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