Um dos assuntos que deveriam estar sendo debatidos, exaustivamente, em todos os ambientes, desde escolares até religiosos e, principalmente, no político, é o meio ambiente e sua preservação. O que se faz hoje é estelionato em relação às populações mais jovens e às que, ainda, estão por vir. A destruição do ambiente que permite a existência da vida é permanente e em volume crescente; crescimento populacional e da pobreza somados à falta de educação familiar e escolar produzem um resultado catastrófico e visível, além da falta de infraestrutura das cidades (100 milhões de brasileiros não têm acesso a rede de esgotamento sanitário).
Tenho certeza que o leitor está lembrado da discussão ocorrida quando dos incêndios florestais na Amazônia sobre a produção de oxigênio e as críticas que ganharam o mundo. Pois bem, hoje se sabe que o oxigênio produzido pela floresta é consumido, quase que em sua totalidade, pela própria floresta e que, o grande produtor de oxigênio são os oceanos. Vale ressaltar que o solo da Amazônia é extremamente pobre e é mantido pelo colchão de folhas que se depositam ao longo do tempo sobre ele; o desmatamento produzirá, com certeza, um deserto imenso.
Na Conferência do Clima, realizada na Espanha, foram divulgados dados alarmantes sobre os oceanos; além de tudo que já se sabia, nos últimos 20 anos, os oceanos perderam 2% de capacidade na produção de oxigênio. A poluição é a grande responsável pelo fenômeno e há uma previsão, feita pelos cientistas, que esta perda continuará aumentando até o final do século em mais 2%. Além do lançamento de dejetos, o plástico é o grande vilão dos oceanos; já há ilhas artificiais constituídas apenas pelo plástico lançado nos oceanos; afinal são 8 milhões de toneladas depositadas, anualmente, nos oceanos segundo o Instituto de Monitoramento Mirim Costeiro.
Espécies de peixes de grande porte são as grandes prejudicadas com ameaça, inclusive, de extinção; tubarões e atuns são formalmente citados. Não bastasse os problemas trazidos pela poluição e pesca predatória em escala mundial de mares e oceanos, agora vem este alerta seríssimo sobre como a conduta dos humanos compromete a existência de todas as espécies, inclusive a própria. Afinal são mais de 8 bilhões de habitantes a serem sustentados. Recentemente, a ONU divulgou estudo que indica, em 2080, uma população superior a 10 bilhões de habitantes.
Neste final de semana, em estudo divulgado pela Nasa e divulgado pelos meios de comunicação, soube-se que a conjunção de altas temperaturas com alto teor de umidade pode tornar 5 áreas do planeta inabitáveis para os humanos; grande parte do Brasil seria afetada. Com o pantanal em chamas, com o desmatamento da Amazônia acontecendo parece que este estudo pode se tornar realidade. Também nesta semana foi divulgado que o dia 21.07.2024 foi o mais quente na história da humanidade desde que se fazem os registros climáticos. Apesar dos incrédulos estarem ironizando o tema é bom pensar em analisar nossas atitudes em relação ao meio-ambiente.
Além de ações do Estado, no processo legal e de fiscalização, há que se atribuir um peso forte na educação das novas gerações. Sim, se somos responsáveis pelo problema, temos que fazer parte das soluções. Ações que beneficiam o meio-ambiente devem ser apoiadas por todos, participar dos projetos educacionais ligados ao tema é obrigação de professores e pais. Criar consciência coletiva de preservação do meio– ambiente não é papel, somente, das autoridades, mas de cada cidadão do mundo. O que está em jogo é a continuidade da humanidade. Simples assim!
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