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Coluna do Adonis: Desapega e faz um bom negócio
28 de Maio de 2014

Coluna do Adonis: Desapega e faz um bom negócio

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maradonaO brasileiro não tem o costume de anunciar bens usados para vender. Isso é uma constatação de especialistas, que trouxeram de outros países, especialmente europeus, o hábito que proporciona um rico segmento de mercado. Ligados a grupos internacionais, dois sites disputam atualmente a vice-liderança do segmento de sites de classificados gratuitos. A briga pelo segundo lugar explica-se pela atuação do campeão Mercado Livre, concorrente que ultrapassou as barreiras da segunda mão e se tornou quase especialista em vender produtos novos. Além disso, funciona como agente de “corretores” e cada vez mais amplia sua área de abrangência.

 

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Notícia mais recente dá conta de que o multicanal Polishop, com ticket médio de R$ 600 reais, também vai comercializar seus produtos através do Mercado Livre. Hoje, com mais de 100 milhões de usuários cadastrados, reina absoluto no e-commerce brasileiro. Por essa razão suas aparições na mídia são esporádicas. No início deste ano, após mais de 12 meses de ausência, surgiu nas telas das TV com campanha de quatro filmes criados pela Age Isobar.

 

medusaDessa forma, focados em produtos usados, OLX e Bom Negócio travam batalha particular por esse segmento diferenciado. E através de suas agências, respectivamente We e NBS, lançam periodicamente novos comerciais com o objetivo principal de atrair acessos aos sites. Ambas as campanhas apostam na repetição sonora de bordões visando fixar as marcas na memória do público potencial. “Desapega, desapega”, diz a OLX, lembrando que o brasileiro precisa se acostumar a vender produtos pessoais em desuso. “Faça um bom negócio”, repete o concorrente com slogan que remete diretamente ao seu nome. E reforça o conceito da venda de usados com uma assinatura musical dizendo que a cada um minuto quatro coisas vendem.

 

Desafio aos criativos
A briga é boa para a propaganda e coloca frente a frente criativos com a missão de chamar mais a atenção do público. Marcello Noronha, diretor de Criação da NBS, comemora pesquisa recente que coloca a campanha do bomnegocio.com como a mais lembrada das últimas semanas. A agência acertou a mão apostando em celebridades que, por um cachê estimado em R$ 200 mil, aceitaram emprestar suas cabeças a objetos e se passar por chatos até serem vendidos. O sucesso da estratégia levou o anunciante a aumentar seu investimento e contratar Diego Maradona para ação em referência ao momento atual do País, sede da Copa do Mundo de Futebol. Do outro lado, Guy Costa, sócio criativo da We, agência da OLX, mostra que mesmo sendo rica uma rainha ainda pode vender objetos não mais utilizados e que até a mitológica Medusa se preocupa em descartar produtos inúteis em sua casa. A batalha certamente favorece os dois. Se o público confunde as estratégias e aceita se desapegar para fazer um bom negócio, com certeza uma hora ou outra vai acabar acessando os dois endereços para publicar gratuitamente sua oferta.

Maradona

 

Medusa

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