Na última semana o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou o resultado de uma pesquisa revelando que a maioria dos brasileiros acha que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
Segundo o estudo, 65,1% das pessoas – homens e mulheres – concondam com esta informação e 58,5% acham que “se mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. Este resultado gerou polêmica nas redes sociais e os internautas criaram a campanha #EuNãoMereçoSerEstuprada.
Como parte da iniciativa, mulheres e homens postam fotos seminuas segurando um cartaz com o mote da campanha, acompanhado da #EuNãoMereçoSerEstuprada. A ideia é ressaltar que não importa a roupa, ninguém merece ser estuprado de maneira alguma.
O movimento contou com depoimentos como o de Daiara Figueroa, que narrou no Facebook como foi seu estupro.
O site AdNews reuniu 10 campanhas para relembrar como a propaganda já abordou o assunto. Confira as campanhas abaixo:
Agência: Rattling Stick
Anunciante: The Havens (rede britânica que ajuda vítimas do estupro)
Campanha: “Se não há consentimento é estupro”. Com essa ideia a rede The Havens lançou uma campanha no Youtube em que uma garota era abusada. O internauta poderia interromper o vídeo se quisesse cessar o abuso, caso contrário, ele “cruzaria a linha” e seria conscientizado sobre a importância de parar quando a mulher pede.
Agência: LOWE Bull Calvert Pace
Anunciante: Bowa (ONG que luta contra os abusos do estupro na África)
Campanha: Um anúncio em página dupla exibia as pernas de uma mulher coladas. Se o leitor forçasse a página, a mensagem “Se você tem que forçar, é estupro”, aparecia.
Agência: Mckinney
Anunciante: Prisoner Rape Awareness
Campanha: Esta campanha tenta relembrar que os estupros não acontecem somente com as mulheres, mas também com homens na cadeia.
Agência: McCann
Anunciante: Rape Crisis Centre
Campanha: Muitas pessoas têm vergonha de falar sobre o abuso, mas expor o que aconteceu é essencial para que o estuprador seja punido. A Rape Crisis Centre criou um outdoor que revela a mensagem apenas quando a luz do sol incide a peça.
Agência: TRY/Apt
Anunciante: Anistia Internacional
Campanha: O vídeo da Anistia Internacional Norueguesa tirou a voz de uma garota que sofre abuso. O obejtivo era reforçar que “Não significa não”, pretendendo modificar a lei do país, que não considerava estupro se a garota protestasse, mas apenas se envolvesse violência ou ameaças.
Agência: Publicis
Anunciante: Samusocial
Campanha: O serviço humanitário francês Samusocial lembrou das mulheres-sem teto, também vítimas de estupro. Peças mostram que essas mulheres não têm com o que se proteger, já que seu lar é a rua.
Agência: TBWA de Londres
Anunciante: Project Watch Your Drink
Campanha: A TBWA colocou um guarda-chuva no copo de pessoas distraídas na balada. O objetivo era mostrar como é fácil drogar alguém com o “boa noite cinderela”.
Agência: W&Cie, França
Anunciante: Fédération Nationale Solidarité Femmes
Campanha: Nesta peça o estupro é apenas um dos abusos. O filme comemorou os 20 anos da Federação Nacional de Solidariedade às Mulheres com “um sopro” nos homens violentos.
Criação: All India Bakchod (coletivo de comediantes indianos)
Campanha: O filme mostra como o argumento dos machistas é surreal e inválido. Nunca é culpa da vítima.
Criação: Whistling Woods International Institute
Campanha: Este vídeo, também da Índia, mostra as faces do assédio e angariou mais de 3 milhões de views no Youtube.
Com informações do AdNews.





