Publicidade
Coluna Ozinil Martins | Em um mundo sem empregos…
22 de Agosto de 2023

Coluna Ozinil Martins | Em um mundo sem empregos…

É fundamental preparar os atuais empreendedores e os jovens para que obtenham seu sustento a partir de seu trabalho

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 22 de Agosto de 2023 | Atualizado 22 de Agosto de 2023

Nos anos 90 do século passado dois autores alertaram a humanidade para o que viria a acontecer com os empregos originários da industrialização em função do avanço tecnológico que revolucionaria a maneira de produzir e trabalhar; Jeremy Rifkin com o livro “Fim dos Empregos” e Willian Bridges com “Um Mundo Sem Empregos” mostravam o avanço da tecnologia e as modificações no mercado de trabalho e no perfil dos trabalhadores.

Há algum tempo outros autores já vinham tangenciando o tema e alertando sobre suas causas e consequências. Peter Drucker, Alvin Toffler, John Naisbitt e o jornalista Thomas Friedmann alertavam os dirigentes políticos sobre as mudanças necessárias para qualificar as populações para os empregos futuros, ou seja, os empregos na área analítica – simbólica.

Publicidade

Na última quinta-feira acompanhei, com muita atenção, a entrevista do Prof. Mangabeira Unger no programa Pânico da Jovem Pan. Falava ele sobre o marasmo que tomou conta do Brasil, da apatia que se abate sobre a população brasileira e tocou em dois pontos que, segundo ele, devem ser trabalhados pelos governos em todos os seus níveis. Desenvolver o empreendedorismo e mudar a Educação no país; estas são as indicações do Professor.

Com um contingente de trabalhadores na economia informal ao redor de 40 milhões é fundamental preparar, os atuais empreendedores e os jovens, que serão alijados do mercado formal de trabalho pelas exigências tecnológicas impostas, para que obtenham seu sustento a partir de seu trabalho. Ensinar aos jovens, desde a mais tenra idade, em escolas públicas ou privadas, o que é empreendedorismo, como obter sucesso a partir de uma ideia e como fazer a gestão da sua pequena empresa é primordial. O Sebrae tem um belo projeto de desenvolvimento de jovens para o empreendedorismo que é desenvolvido nas próprias escolas em paralelo ao ensino formal. Basta os professores terem a humildade de reconhecer que hoje preparamos os jovens para uma sociedade industrial que não mais existe; mudou o nome do jogo, hoje, é sociedade do conhecimento, da nova economia. Na sociedade industrial os jovens deveriam ser obedientes, hoje têm que ser criativos, inovadores. Projetos existem e bons; basta os gestores públicos se interessarem de fato pelo preparo dos jovens e pelos serviços que serão demandados em seus municípios. Com a palavra governadores e prefeitos!

No tocante à Educação o Professor foi extremamente feliz, ao lembrar que ela continua igual ao de sempre e que o objetivo atual continua a ser a preparação para o vestibular. Criticou o modelo centrado na “decoreba” e não em um modelo ativo que ensinaria os alunos a pensar e a serem produtores de conteúdo. Como é bom ouvir isto de um homem que leciona em Harvard! Mas, será que o elefante branco chamado Ministério da Educação, sentado sobre mais de mil funcionários, regiamente pagos, fará algum movimento neste sentido? Transformar as escolas do século XVIII para os tempos atuais exige sair da inércia, movimentar-se, trabalhar, ser criativos e basta também ver o que está sendo feito em outros países, como Finlândia, Polônia, Coreia do Sul e até o Vietnã.

Quebrar a estrutura da sala de aula, desenvolver o sistema educacional por projetos, ensinar a criatividade e trabalhar conceito de equipe devem ser alternativas para gerar pessoas mais cooperativas e menos competitivas. Hora de acordar e parar de pensar que a evolução vem um dia após o outro, pois atualmente, ela vem aos saltos!

Aqueles que dizem que não dá para fazer que saiam da frente dos que estão fazendo!

Foto:Unsplash

WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter