Você sabia que a WWF criou, a partir de estudos realizados, o Dia da Sobrecarga da Terra? Neste dia o planeta realiza seu balanço ambiental e constata que os recursos naturais demandados pela humanidade, cada vez com menores intervalos de tempo, superam a capacidade do planetinha em supri-los ou renová-los. Pois neste ano de 2023 esta data chegou mais cedo: 02 de agosto! A partir deste dia passamos a usar o “cheque especial” contra o Banco da Natureza! Os próximos meses serão de consumo desigual por parte dos 8 bilhões de habitantes do planetinha; enquanto uns continuarão consumindo muito, outros nada terão para consumir. Segundo a WWF, para manter o padrão de consumo atual, seria necessário 1,7 planeta Terra.
A guerra da Rússia e Ucrânia continuará dilapidando o patrimônio da humanidade, a África, provavelmente, criará novos conflitos afetando os miseráveis que lá vivem, terras produtivas serão desperdiçadas pelo mau uso, florestas serão destruídas em nome de qualquer coisa, 100 milhões de brasileiros (muitos nem sabem) continuarão poluindo rios com seus esgotos não tratados, os ares refrigerados da Terra continuarão se descongelando elevando o nível dos mares e expulsando moradores para outros espaços e assim caminha a humanidade; destruindo seu habitat sem sequer saber que o estão fazendo!
Mas, surge no horizonte um movimento interessante e que merece ser apoiado. Minimalismo é o nome do novo jogo! O minimalismo surgiu nos anos 60 do século passado através de um grupo de artistas que resolveu simplificar suas manifestações artísticas, livrando-se dos excessos que caracterizam as apresentações teatrais em termos de roupas, linguagem simples e limitar-se ao básico da vida. De uma expressão artística a fazer parte da realidade dos precursores foi, apenas, um átimo de tempo. A adesão pelo novo estilo de vida foi e está crescendo paulatinamente. De maneira simples minimalismo é se livrar dos excessos da vida, o oposto do consumo excessivo, trazido pela revolução dos costumes a partir da industrialização mundial.
Enquanto, por um lado, trabalha-se para manter a engrenagem do consumo produzindo e rodando cada vez com mais velocidade, por outro lado, há uma preocupação com a dilapidação dos recursos naturais fornecidos pelo planeta e, por extensão, só se consome aquilo que for essencial. A mensagem passada pelo minimalismo nos diz para consumir apenas aquilo que é essencial; dispensar o excesso, a ostentação; o acúmulo de coisas que não usamos é uma forma de viver poupando o planeta de um consumo exagerado.
Hoje é muito comuns encontrar pessoas vivendo sós; em 2021, segundo o IBGE (Pnad Contínua) 10,8 milhões de brasileiros moravam sozinhos e por consequência as construtoras principiaram a construir imóveis menores e extremamente funcionais. São apartamentos que têm entre 27 e 45 m². As pessoas não querem viver em espaços que demandem muito serviço ou que seja de manutenção cara. O planeta agradece!
Por outro lado, vez por outra, nos deparamos com imóveis de mais de 1.000 m², carros que custam verdadeiras fortunas, roupas que, em função da grife , cobram valores impossíveis de imaginar para pessoas comuns. O excesso que agride o planeta e compromete o futuro!
Para concluir vamos aos Estados Unidos da América; desde o fim da Segunda Grande Guerra os americanos ostentam um altíssimo padrão de vida se comparados aos outros povos. Estudos mostram que se todos tivéssemos o mesmo padrão seriam necessários 5 planetas Terra – WWF. Para refletir!
Foto: Freepik
