Enquanto o Governo atual gasta energias em processar a turma anterior, promovendo uma caça às bruxas, a economia segue andando de lado
por Hermes Ghidini
Encerrado um I° Semestre 2023 claudicante, com um mercado cheio de altos e baixos, embora mais baixos que altos, o que esperar desse II° Semestre na economia brasileira?
Com exceção de alguns poucos nichos, os balanços publicados no I° quarter de 2023 revelaram a continuidade dos resultados de 2022, com margens baixas ou negativas no Comércio e na Indústria.
Com o consumo estagnado, as indústrias estão temerosas em investir em aumento de produção com o fantasma de ter que suportar estoques acima do recomendado, originando custos financeiros adicionais. Assim, o que está se vendo são empresas aderindo a férias coletivas extras, redução de turnos ou até paradas de linhas. No varejo as grandes redes seguem fechando lojas a granel, tentando reduzir os prejuízos.
Enquanto o Governo atual gasta energias em processar a turma anterior, promovendo uma caça às bruxas, a economia segue andando de lado à espera de ações que promovam o emprego, o aumento de renda e o crescimento do país.
E, vamos combinar, não será aliviando alguns impostos para a venda de automóveis populares que vai sustentar o mercado. Isso foi uma medida paliativa isolada, talvez por pressão das montadores com os pátios cheios de carros.
Para projetar as estratégias e ações para sobreviver neste II° semestre, o que as empresas esperam do Governo são medidas permanentes de estímulo ao consumo, redução de impostos para todos os segmentos com a reforma tributária (será?) e uma redução drástica das taxas de juros exorbitantes que estão asfixiando os negócios.
Enquanto os integrantes do atual Governo, incluindo nosso já famoso Judiciário, se dedicam em diligências para achar erros ou desvios do governo anterior, estão esquecendo de governar para todos, como diziam os slogans de campanha.
*Hermes Ghidini – Consultor de Empresas
HL Ghidini Consultoria e Conselho de Gestão
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