A televisão continua sendo uma das principais fontes de informação e entretenimento das zonas rurais do Brasil. É o que mostrou o último levantamento Tecnologia da Informação e Comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD TIC).
Segundo a pesquisa, de 2019 para 2021 o sinal da TV parabólica esteve presente em cerca de 45% dos domicílios do campo, o equivalente a quase 4 milhões de famílias. Um outro estudo feito pela Siga Antenado, que cuida da operacionalização e migração das antenas parabólicas convencionais para as digitais, revelou que, dentro do grupo analisado, os programas de TV ainda ocupam o primeiro lugar em relação ao consumo de conteúdos diversos no campo em todas as cinco regiões do País. Em seguida estão meios como rádio e redes sociais.
Para a agricultora Sonia Teresinha Claudino, o marido e a mãe, que moram na zona rural de São José do Cerrito (SC), a internet é utilizada apenas quando se faz muito necessária. Por isso, a televisão ainda é a principal fonte de informação da família.
A qualidade da informação que chega a essas famílias é comprometida pelo sinal que chega às residências através da antena parabólica. Apesar do estudo PNAD TIC mostrar uma redução do percentual de domicílios com recepção por antena parabólica, ele ainda é significativo (22,6%).
O que muita gente não sabe é que os beneficiários de programas sociais do Governo Federal que têm uma parabólica antiga instalada e funcionando têm direito à instalação gratuita da nova parabólica digital.
“A parabólica tradicional que tínhamos em casa já estava falhando muito, com a imagem chuviscada, e pegava apenas um canal. Quando ficamos sabendo sobre a troca gratuita, logo fizemos o cadastro e recebemos o instalador, que nos entregou tudo prontinho. O sinal da televisão melhorou muito e tem mais canais disponíveis. Assistir ao telejornal à noite, agora, é diferente”, conta Sonia.
