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Coluna Ozinil Martins | Por que condenar o país ao atraso?
08 de Fevereiro de 2023

Coluna Ozinil Martins | Por que condenar o país ao atraso?

"O mundo é, e sempre foi, profundamente desigual e, infelizmente, independente do que pensam alguns ideólogos da esquerda, vai continuar assim por muito tempo"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 08 de Fevereiro de 2023 | Atualizado 08 de Fevereiro de 2023

O mundo é, e sempre foi, profundamente desigual e, infelizmente, independente do que pensam alguns ideólogos da esquerda, vai continuar assim por muito tempo.

A África sofre um novo processo de colonização só que, agora, com novo explorador: a China; os interesses são os mesmos dos antigos colonizadores coloniais e os resultados, até aqui, mostram que a África, na grande maioria dos Estados, abre mão de suas soberanias em troca de ajudas que se mostram ineficazes e que só servem ao explorador. À China interessa os alimentos produzidos na África mesmo que a fome atinja os africanos.

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A China, por sua vez, começa a sentir as agruras da diminuição do crescimento econômico e as demissões começam a acontecer, em massa, nas empresas de tecnologia. A velha Europa, que construiu sua história a partir do colonialismo e da exploração das riquezas das terras exploradas, sofre com o envelhecimento da sua população, com a invasão dos antigos colonizados e vê seu modelo de bem estar social sendo corroído pela conjuntura econômica. A tentativa francesa de aumentar, em dois anos, a idade da aposentadoria mostra que o povo não está disposto a aceitar a perda do que lhes foi agraciado há tempos.

E, aqui no Brasil, um país rico e beneficiado pela natureza, o papel de construir o atraso é o roteiro principal dos governos que são escolhidos pelo povo. O governo, que recém assumiu, está propondo mudanças que negam o que já foi assimilado no mundo. Alguns exemplos; o Ministro do Trabalho, quando perguntado se não estava preocupado com a saída do Uber do Brasil em função das mudanças propostas, que visam transformar o motorista de Micro Empreendedor Individual em trabalhador com carteira assinada, respondeu que é somente um aplicativo; “chamo os Correios para fazer o trabalho!” Será que o senhor Ministro sabe quantas pessoas dependem deste serviço para sobreviver? Quantas pessoas usam o Uber para complemento de renda e para melhorar a qualidade de vida de sua família exatamente em função da liberdade de opções oferecidas?

Outra medida que está em estudo é o retorno do imposto sindical. É óbvio que esta medida, que já mostrou um enorme prejuízo para a classe trabalhadora, caso retorne somente beneficiara o crescimento de parte da sociedade que pretende se manter sem trabalhar e viver às custas do dinheiro alheio. Houve um tempo neste país, gigante por natureza, que o número de sindicatos era, totalmente, desproporcional ao resto do mundo. Vamos insistir no erro?

O encerramento de atividades produtivas, por todo país, mostra a insegurança dos investidores em manter ativos seus negócios. Quando se projeta o futuro, as empresas fazem isto com frequência, o que se vê é determinante para o estabelecimento de planos de investimentos. Se o que se vê não é interessante aos investidores, o dinheiro procura outro destino. É isto que está acontecendo no país.

Cuba, o país mais bem sucedido da América Latina, segundo discurso do Presidente Lula, ainda tem a estabilidade de emprego em seu regime de relações de trabalho; Depois do “período de prueba” só é possível demitir por falta grave e mediante inquérito. Se a ideia é implantar o atraso, o caminho está sendo bem trilhado!

Lembrando o pai da administração, Peter Drucker, “A inovação sempre significa um risco. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro!”

 

Foto: Freepik

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