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Coluna Ozinil Martins | A força do Sul!
07 de Dezembro de 2022

Coluna Ozinil Martins | A força do Sul!

Em relação à geração de empregos os 3 Estados sulinos mostram um crescimento acentuado em relação ao contexto federativo

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 07 de Dezembro de 2022 | Atualizado 07 de Dezembro de 2022

Recentemente foi divulgado o Ranking de Competitividade pelo CLP – Centro de Liderança Pública – referente aos Estados brasileiros, baseado em parâmetros técnicos, tais como: solidez fiscal, inovação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano entre outros.

Os Estados do Sul receberam, em função dos resultados apurados, a seguinte classificação: Santa Catarina 2º lugar, Paraná 3º lugar e Rio Grande do Sul 6º lugar. Os destaques ficaram, em Santa Catarina, com Eficiência da Máquina Pública, Segurança Pública e Sustentabilidade Social e os maiores desafios a serem enfrentados são Capital Humano, Solidez Fiscal e Inovação; o Paraná tem como seus pontos mais consolidados a Sustentabilidade Ambiental, Inovação e Eficiência da Máquina Pública e, seus maiores desafios são nas áreas de Potencial de Mercado, Solidez Fiscal e Capital Humano; no Rio Grande do Sul os pontos positivos são a Inovação, Eficiência da Máquina Pública e Sustentabilidade Social e os maiores desafios estão nas áreas de Capital Humano, Solidez Fiscal e Potencial de Mercado.
Em relação à Educação o mesmo Ranking de Competitividade aponta a seguinte classificação: Santa Catarina em 3º lugar, Paraná em 5º lugar e Rio Grande do Sul em 9º lugar. Se a Educação é a pedra de toque de qualquer país para incrementar seu desenvolvimento, esta é uma área que merece prioridade total de qualquer governo. Países que ficaram anos em regimes autoritários de esquerda e, que hoje respiram ares livres, mostram claramente, que o caminho é a Educação; a Polônia, República Tcheca, Eslováquia são bons exemplos a serem seguidos.

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Em relação à geração de empregos os três Estados sulinos mostram um crescimento acentuado em relação ao contexto federativo. Pelo fato de possuir perfil diversificado entre indústria, agricultura e serviço a geração de empregos, tão logo diminuíram os efeitos do “fique em casa”, passou a ser consistente. O IBGE divulgou que o Estado de Santa Catarina atingiu o maior nível já conseguido por um Estado brasileiro. A taxa de ocupação da população acima de 14 anos estava em 65,8%, isto representa 96,1% da força de trabalho disponível, com o consequente índice de desemprego em 3,9%. Penso que aí está um bom exemplo a ser seguido pelos outros Estados que compõem a República Federativa do Brasil.

Em relação à arrecadação de recursos financeiros a situação em 2021 mostra o seguinte quadro: os três Estados do Sul arrecadaram aos cofres do governo federal a quantia de R$ 277.460.799.734, recebendo em retorno a importância de R$50.959.858.534, o que, em percentual, representa 18,37% dos valores arrecadados. Isto se dá em função do sistema federativo que nos governa que determina que os Estados mais eficientes da federação auxiliem na gestão dos Estados mais ineficientes. Como o sistema funciona assim desde sempre a pergunta que não quer calar é “o que estão fazendo os Estados com baixa eficiência de gestão para atuar mais efetivamente como gestor destes recursos?”.

Agora, fazendo um exercício de imaginação, pode-se pensar o que poderia ser feito se este dinheiro que vai ao governo federal ficasse onde foi gerado? Se tivéssemos um regime federativo que permitisse maior liberdade aos Estados para exercerem suas vocações? Que a luta para mudança do regime federativo seja o primeiro passo para se conseguir o sonho maior!

Foto:Pixabay

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