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Preservação da história é utilizada como ferramenta estratégica de gestão
30 de Maio de 2008

Preservação da história é utilizada como ferramenta estratégica de gestão

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30/05/08

Fundação Bunge possui centro de memória desde 1994

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As grandes corporações têm percebido a importância da preservação da memória empresarial. Mais do que guardar documentos, fotografias, publicações, protótipos de produtos e depoimentos de antigos funcionários, os espaços dedicados à memória das empresas, os centros de documentação e memória, têm como função primordial dar suporte aos demais setores das empresas e ser uma ferramenta estratégica na gestão dos negócios.

A Fundação Bunge, braço social da empresa Bunge do Brasil, por exemplo, possui, desde 1994, o Centro de Memória Bunge, que resgata, trata e coloca à disposição do público interno e externo a história da indústria brasileira, dos costumes, da evolução do design, do marketing e da propaganda e do agronegócio.

???A memória da empresa mostra a evolução histórica da instituição, de seus produtos e do setor em que atua???, afirma Marilúcia Bottallo, coordenadora do Centro de Memória Bunge. Segundo ela, o espaço coordenado pela Fundação Bunge reúne importantes documentos da história da companhia desde 1887 até os dias atuais. ????? em um centro de memória, por exemplo, que um executivo pode acessar com agilidade dados sobre o que sua instituição já produziu, verificar suas estratégias passadas e, assim, planejar os passos futuros???, acrescenta Marilúcia.

Acervo possui 600 mil imagens
O acervo do Centro de Memória Bunge é composto por mais de 600 mil imagens, cerca de 130 mil metros lineares de documentos e 100 horas de depoimentos de antigos funcionários, além de 3 mil peças audiovisuais. Entre os documentos arquivados no local, tem alguns que chamam muita a atenção do público, como o alvará assinado, em 1887, pela princesa Isabel para autorizar o funcionamento do Moinho Fluminense, empresa do grupo; Declaração de Getúlio Vargas, de 1928, ressaltando a importância do Moinho Porto Alegre para a economia do Rio Grande do Sul; e a Carta de Gaspar Dutra, de 1946, apoiando a SAMRIG em suas ações de pesquisa na cultura do trigo.

Hoje, o Centro de Memória Bunge é referência na preservação da história empresarial. Em 2006, ganhou o Prêmio Aberje, na categoria Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial. O local ainda presta, gratuitamente, consultoria a empresas interessadas em organizar instituições voltadas ao resgate e preservação da memória e atende a pesquisas, colocando à disposição informações e imagens de seu acervo.

Outro objetivo da empresa com o Centro de Memória Bunge é disseminar a prática da preservação da memória. Para isso, o local promove, o evento Jornadas Culturais, que consiste em palestras e oficinas gratuitas ministradas por renomados profissionais da área de história, arquivística e museologia.

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