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Projeto do Diretor de Criação da Y&R registra a tipografia e a arquitetura de São Paulo
24 de Abril de 2014

Projeto do Diretor de Criação da Y&R registra a tipografia e a arquitetura de São Paulo

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D´elboux03O arquiteto de formação e publicitário por profissão, J. R. D´Elboux, diretor de Criação da agência Y&R e professor da FAAP, criou o projeto Tipos Paulistanos em que estuda as referências tipográficas encontradas no espaço público de São Paulo e revelam parte da história da cidade.

“A ideia é que ele seja um repositório de imagens de elementos gráficos e arquitetônicos interessantes e relevantes do ponto de vista da identidade da metrópole”, explica D´Elboux. “Além de referência visual, o Tipos Paulistanos faz com que as pessoas reparem mais nos detalhes e nas riquezas que temos por aqui, os quais, na maior parte do tempo, passam despercebidos. Muitos se surpreendem ao saber que tudo isso é em São Paulo.”

Segundo D´Elboux, o uso da tipografia na arquitetura existe desde a Antiguidade, mas se intensificou principalmente durante o período moderno, e de maneira mais particular com o Art Déco. “Esse estilo dominou a arquitetura paulista a partir da década de 1930, por isso o Tipos Paulistanos guarda bastante material dessa fase”, explica o publicitário, que fez mestrado na FAUUSP sobre o assunto, tendo como orientadora a Profª Drª Priscila Farias.

D´Elboux começou a fazer o registro de tipografias em 2008. No início eram apenas números, mas depois ele começou a também colecionar letras. “Acabei me entusiasmando com isso, que de certa maneira uniu minha formação de arquiteto com meu trabalho como diretor de arte, em que a convivência com a tipografia é diária, e, também, com a fotografia, atividade à qual me dedico regularmente”, comenta.

Formado pela FAUUSP, D´Elboux entrou para a publicidade pela DPZ Propaganda, na equipe do icônico Francesc Petit, em 1985. E foi nesse período que começou a se interessar pela tipografia. “Acho que o interesse deve-se a duas pessoas: ao Sylvio de Ulhoa Cintra, meu professor na FAU, que me deu a oportunidade de fazer parte da equipe que estava desenvolvendo uma família tipográfica, a Ulhoa; e depois, na DPZ, ao Murilo Felisberto, de quem fui assistente e que era bastante preocupado com a escolha e combinação de fontes nos layouts”, diz ele.

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Saiba mais sobre o projeto no endereço tipospaulistanos.com.br.

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