O fracasso do Marketing Esportivo
06 de Dezembro de 2011

O fracasso do Marketing Esportivo

Publicidade

1.Na enorme fila do cartório estava um índio. Quando, finalmente, ele chega ao balcão do atendimento, o funcionário pergunta:

“Em que posso ajudá-lo, senhor?”
“Índio querer mudar de nome”.
 
“Mas senhor, os nomes indígenas são parte de suas raízes culturais. Tem certeza de que deseja mudá-lo?”
“Sim! Índio tem certeza.”
 
“Qual o motivo?”
 “Índio Não vê mais sentido ter esse nome.”
 
“Bom sendo assim… qual o seu nome atual?”
“Grande Nuvem Azul Que Chega Leva Sua Mensagem Para Outro Lado Da Montanha e Do Mundo.”
 
“E como o senhor quer se chamar agora?”
“E-mail.” (Bola Murcha, no jornal, Super Notícia)
 
2.Na segunda metade da década de 80 assumi a diretoria de marketing do S. Paulo F.C., com um programa na cabeça:
 
a)Transformar em torcedores do Clube, crianças, jovens e adultos, e torcedores, mas que ainda não tinham se decidido por um clube;
 
b)Apoiar iniciativas das diretorias amadoras, social e administrativa;
 
c)Oferecer orientação aos atletas de todas as categorias do clube, no que se referia aos aspectos financeiros, educacionais e morais.
 
d)Apoiar eventos onde o time profissional estivesse envolvido, a fim de reduzir ao mínimo as possibilidades de tumultos;
 
e)Desenvolver o orgulho dos atletas de defender o Clube;
 
f)Despertar no  público interno – na época pouco mais de 450 pessoas – o orgulho de servir tantos quantos fossem ao Morumbi, torcedores ou não. 
 
g)Aperfeiçoar o relacionamento do Clube com a Imprensa; 
 
h)Tornar rentável o Morumbi, através do aluguel para shows e eventos religiosos.
 
i)Por fim, comercializar espaços na camisa e no estádio e criar oportunidades de negócio.
 
3.Claro que você, inteligente e bem infirmado, já percebeu: pra mim, a coisa mais importante do marketing esportivo, é o seu lado social.
 
Ao dar ênfase a ele, abri as portas de várias empresas para negócios do Clube, consegui evitar vários casos de violência entre torcidas e conquistei a simpatia da imprensa.
 
4.Semana passada, vi os esforços da polícia para evitar que choques entre torcidas tivessem conseqüências mais graves.
Enquanto isso, o pessoal do marketing esportivo só demonstrava uma preocupação: como faturar mais. A ambição pelo dinheiro tinha soterrado o lado social dessa atividade.
 
5.Enquanto o clima esquentava, o que se via era Fifa, CBF e Clubes – eu me refiro, principalmente, aos que têm um marketing organizado – brigavam por mais um pouco de dinheiro.
E as empresas, então?
 
Estas, sobretudo as que investem em marketing esportivo, deram de ombros. Jogaram uma baita oportunidade no lixo.
 
6.Todos eles. Todos, sem exceção, deviam fazer como o índio, e trocar o nome do Departamento. De Marketing para $.

Publicidade
Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter