
O diretor-executivo de Jornalismo do Grupo RBS, Marcelo Rech, afirmou que, dentro de poucos anos, as empresas jornalísticas deverão ser organizadas a partir da produção de conteúdo móvel e do ultramóvel, como óculos e relógios conectados 24 horas por dia à internet, oferecendo informação em tempo real. Essa será a próxima revolução dentro da “revolução móvel”, disse Rech.
Debate
Mediado por Ken Doctor, um dos principais pensadores sobre o futuro da mídia da atualidade, o painel contou também com Clark Gilbert, CEO do Deseret News (EUA), e Gastón Roitberg, editor-chefe de redação multimídia do La Nación (Argentina). Eles debaterem sobre as estratégias de operação das mídias tradicionais e as digitais de jornais. Enquanto Gilbert defendeu a separação das operações impressa das online, Gaston disse que o La Nacion trabalha com operações distintas sob o mesmo teto. Para Rech, o grau de convergência entre as operações deve ser adequado às condições e às necessidades de cada mercado, pois podem ser mais ou menos integradas de acordo com a situação de cada mercado.
No grupo RBS
Rech explicou que a empresa optou por fazer o desenvolvimento digital em separado, criando uma área específica no Tecnopuc, em Porto Alegre, para acelerar inovações. Para ele, a disrupção para a indústria da mídia ocorrerá, de fato, a partir de novos modelos de negócios, como o empreendido pela e.Bricks Digital, empresa de investimento no setor digital do Grupo RBS, lançada em outubro de 2012. “Mais importante do que discutir se convergência entre operações off e online acelera ou atrasa inovações, é preciso entregar conteúdos que sejam o melhor para o público, a partir de suas necessidades”, disse o executivo.
Tecnologia e conteúdo
“A grande transformação do jornalismo não será no uso da tecnologia, mas na forma de processar os conteúdos: jornalistas deixarão cada vez mais de ser de transmissores de notícias para se tornar certificadores sobre o que é verdade ou não no que já circula pelas redes e por todos os ambientes de mídia”, concluiu.
