Para O Globo e Estadão, integração do impresso vai além do online
24 de Novembro de 2011

Para O Globo e Estadão, integração do impresso vai além do online

Publicidade

 

Os debates para definir quais as melhores estratégias para realizar com qualidade um trabalho conjunto entre mídia impressa e online é coisa do passado para o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, e também para o editor-executivo de O Globo, Paulo Motta. Eles analisam que a integração entre papel e digital está bem encaminha nestes dois conglomerados de comunicação, ainda não consolidada, mas que o noticiário não pode ser discutido apenas em relação a web.
 
Para eles, o desafio agora é integrar o conteúdo produzido pelos jornais impressos nas outras plataformas, como televisão e rádio. Para Motta, O Globo está conseguindo produzir notícias até para a principal emissora de TV do País em audiência, a Rede Globo. “Já tivemos quatro vídeos exibidos no ‘Jornal Nacional’”, disse ao participar, na tarde de terça-feira (22), do Seminário Internacional de Jornais. Ele cita que até os repórteres fotográficos estão entusiasmados com a produção de vídeos. “Estão fazendo verdadeiros documentários”.
 
Gandour, por sua vez, menciona a criação da Estadão-ESPN, emissora de rádio lançada em maio que, em muitos noticiários, tem como base o conteúdo da publicação impressa. O executivo responsável pela empresa que publica o jornal O Estado de São Paulo lembra que os jornalistas participam de ambas as mídias, como é o caso do repórter Andrei Netto, que foi o primeiro brasileiro a informar, pelo dial, a morte do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi. “O impresso não posso pensar apenas nas novas mídias, o segredo é saber inovar no espaço já existe”, disse.
 
Ao concordar com a análise do jornalista do Estadão, Motta aproveitou para criticar o surgimento de cargos específicos para se trabalhar com o jornalismo online, ou até mesmo para se dedicar integralmente às notícias via tablets, smartphones e celulares. “Vejo que tem diretor de conteúdo mobile, editor de redes sociais, mas nunca vi um setor de ‘coisas novas para o jornal’”, enfatizou. “Não podemos tratar o jornal impresso como um bagaço. Ele ainda tem muito a apresentar, inovar, temos que saber usá-lo”, completou o editor de O Globo. 
 
Newsgame e credibilidade
Também presente ao Seminário Internacional de Jornais, evento que foi produzido nesta semana pela International Newsmedia Marketing Association (INMA), a diretora de internet do gaúcho Zero Hora, Marta Gleich, disse que a criação de jogos informativos, os newsgames, foi uma boa estratégia para atrair e fidelizar públicos. Ela, no entanto, revela ser necessário segurar a desconfiança quando a equipe está planejando novas ideias. “Fico desesperada em ver o pessoal na frente do vídeo-game”, contou aos risos. Agora, a executiva garante perceber que a redação está recebendo novas funções e cargos.
 
Fechando a equipe de participantes neste evento da INMA, o editor-executivo da Folha de São Paulo, Sérgio Dávila, aproveitou para falar dos valores editoriais do Grupo Folha, que conforme disse, são os mesmos em toda a empresa. “Acreditamos na produção em um único índice de conteúdo, independentemente da plataforma”, informou. Não tendo emissoras de TV ou rádio para gerenciar, ele declara que entre o impresso e online da Folha não há divergências. “Pluralismo e apartidarismo são um mantra que a própria redação se cobra”,  finaliza. 
 
Com Informações: Comunique-se 

Publicidade
Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter