Milhares de pessoas acompanharam na última terça-feira, dia 24, o Seminário Social Good Brasil, que reuniu especialistas em inovação social e pessoas que utilizam a tecnologia e novas mídias para colaborar na mudança social para debater o assunto no Teatro Vivo, em São Paulo. Nas cadeiras em frente ao palco, a plateia reuniu aproximadamente 350 pessoas. Em casa, no trabalho, por celular ou em qualquer outro ponto com acesso a internet, mais de 5 mil pessoas acompanharam a transmissão ao vivo. “Os painéis reuniram pessoas com atuação marcante na área para discutir o assunto e apresentar exemplos do que vem sendo feito. Queríamos alcançar um grande número de pessoas para inspirá-las a utilizar as novas tecnologias e novas mídias para a mudança social, chamá-las para agir em conjunto com os milhares que já estão fazendo o Social Good acontecer no Brasil”, diz Fernanda Bornhausen Sá, que idealizou o programa Social Good Brasil junto a Lúcia Dellagnelo.
O propósito de divulgar o tema para um grande número de pessoas foi atingido, como mostram alguns números e informações. Ao longo do dia, foram mais de duas mil menções com a hashtag #socialgoodbr nas redes sociais. Informações sobre o evento foram compartilhadas por 450 perfis do Facebook. O tema esteve em 1º lugar no Trending Topics Brasil por volta das 15:50 e foi o assunto mais comentado no twitter nas cidade do Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Goiânia e Guarulhos. O alcance total registrado chegou a seis milhões de usuários da rede.
O impacto dessa movimentação ainda não pode ser medido. Mas a história de um dos palestrantes mostra o efeito multiplicador do movimento Social Good. Anderson França, o Dinho, contou que em 2012 acompanhou o Seminário realizado em Florianópolis pela internet. Nessa edição ele estava no palco, falando da experiência de ter organizado o TEDxMaré, na favela da Maré (RJ), e mostrando a força criativa da periferia na busca de soluções para os problemas sociais do País. A programação do evento teve ainda discussões sobre educação, participação popular na política, fiscalização do Poder Público, mobilização social, entre diversos outros temas relacionados ao desenvolvimento de projetos de inovação social.
O papel da tecnologia nesse cenário foi destacado por diversos participantes. A presidente da Fundação Telefônica Vivo, Françoise Trapenard, falou que a tecnologia promove o empoderamento das pessoas, permitindo que uma pessoa com uma boa ideia possa ser a criadora de uma transformação social, desde que essa ideia seja viralizada.
Principal nome do evento, a diretora do Centro de Inovação Social de Stanford University, Kriss Deiglmeier, apresentou o conceito de inovação social adotado pela instituição: “uma nova solução para um problema social que é mais efetiva, eficiente ou sustentável que as soluções já existentes e que cria valor primeiramente para a sociedade como um todo e só então para os indivíduos”. Além disso, destacou a necessidade de os ativistas não fazerem generalizações ou encararem as empresas privadas de forma preconceituosa, mas perceberem que as corporações são potenciais parceiras em projetos para a solução dos enormes problemas que a sociedade tem a enfrentar. “O Seminário mostrou que por todo o País há uma infinidade de pessoas pensando e agindo em busca de soluções para os problemas sociais que o Brasil ainda enfrenta. A união dessas pessoas, fortalecida com o uso da tecnologia, por certo terá um impacto positivo dos mais expressivos no Brasil que ‘entregaremos’ para nossos filhos”, conclui Lúcia.

