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Começa hoje (12) o primeiro Festival de Cinema Brasileiro Fantástico
12 de Maio de 2021

Começa hoje (12) o primeiro Festival de Cinema Brasileiro Fantástico

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Cena do longa ‘Sol Alegra’, de Tavinho Teixeira (crédito: frame/divulgação)

 

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Começa hoje (12) e se estende até o dia 18 de maio o 1º Festival de Cinema Brasileiro Fantástico Online. Gratuito, o evento exibirá 41 produções, entre longas e curtas-metragens divididos em três mostras: Retrospectiva, Realizadores Fluminenses e Inéditos do Brasil; além de promover lives, sessões comentadas e uma masterclass. O objetivo é valorizar o cinema brasileiro fantástico produzido no século XXI.

Para Pedro Alves, curador do festival, o evento funcionará tanto como um ponto de partida para os amantes do fantástico que não possuem muito contato com a produção audiovisual brasileira contemporânea, quanto como um possibilitador de exibição para filmes aguardados que anteriormente ficavam dependentes de suas exibições presenciais.

“Nós queremos mostrar que o fantástico vai além de um só gênero (terror) e está mais do que nunca presente nas produções recentes do cinema brasileiro, principalmente em filmes independentes, universitários e primeiros filmes, o que nos mostra uma tendência do cinema no país. Nossa logomarca é um disco voador, que em meio a uma mata tropical, povoada por seres lendários, abduz um liquidificador. Essa estranheza e o deslocamento do mundo real serve para pontuar o que é o fantástico para nós”, explica o diretor e curador do festival, Otávio Lima.

 

 

Mostras

Retrospectiva: conta com 17 filmes produzidos em diferentes regiões do país e que se vinculam a três eixos temáticos: Horrores do Brasil; Maravilhoso e Cotidiano e Ficção Científica e Distopia. “É uma ótima oportunidade de refletir sobre a produção do cinema brasileiro fantástico deste século, apresentando filmes ligados a gêneros massivos como o horror e a ficção científica, mas também outros menos conhecidos como o afrofuturismo e o realismo maravilhoso”, comenta Fabrício Basílio, um dos diretores e curadores do evento.

Realizadores Fluminenses: terá nove curtas produzidos entre 2018 e 2021 de profissionais nascidos ou residentes no estado do Rio;

Inéditos do Brasil: traz 14 curtas-metragens finalizados entre 2018 e 2021 de cidades como Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Salvador, Cordisburgo e Manaus.

Entre os filmes inéditos estão os longas Sol Alegria, de Tavinho Teixeira; e Skull – A Máscara de Anhangá, de Armando Fonseca e Kapel Furman. Um dos destaques de curta-metragem é O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli, vencedor do Prêmio do Público do Panorama Carioca na edição especial de 30 anos do Curta Cinema.

Para assistir aos filmes, basta acessar a plataforma Darkflix/Wurlak através do site. Será necessário um breve cadastro com nome, e-mail e senha para o login.

 

 

Atividades paralelas

Com apoio do Centro de Artes UFF, o festival promoverá uma masterclass com Fabrício Basílio, graduado em Comunicação e Audiovisual e tem Mestrado em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense, no dia 18 de maio, às 17h. Sob o tema Entre horrores e maravilhas: duas tendências do cinema brasileiro fantástico contemporâneo, ele vai abordar a perspectiva do cinema brasileiro fantástico contemporâneo a partir de dois eixos temáticos: horrores do Brasil e maravilhoso e cotidiano. Discutirá ainda o gênero fantástico e suas complexidades no cinema e na literatura, focando no horror e no realismo maravilhoso e ilustrando como estes reverberam em filmes selecionados pelo festival. Não é preciso se inscrever antecipadamente, só acessar este endereço.

Também serão promovidos oito debates online entre os dias 12 e 18 de maio, às 19h, com convidados especiais. Já a Mostra Retrospectiva terá cinco sessões comentadas por especialistas, a partir de vídeos publicados no IGTV do Instagram (@festivalfantastico) durante o festival. São eles:

13/05 – Histórias que Só Existem Quando Lembradas, de Julia Murat, Brasil, Argentina, França, 90′, 2012, 10 anos – Sessão comentada por Fabrício Basílio

14/03 – Chico, dos Irmãos Carvalho, Rio de Janeiro (RJ), 2016 – Sessão comentada por Waldson Souza

15/05 – Sol Alegria, de Tavinho Teixeira, João Pessoa (PB), 90’, 2018 – Sessão comentada por Arthur Lins

16/05 – O Desejo do Morto, de Ramon Porto Mota, Campina Grande (PB), 33’, 2013, 16 anos – Sessão comentada por Beatriz Saldanha

17/05 – Morto Não Fala, de Dennison Ramalho, Porto Alegre (RS), 110’, 2019, 16 anos – Sessão comentada por Gurcius Gewdner.

 

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