Drones já estão em uso no jornalismo e na publicidade
08 de Setembro de 2013

Drones já estão em uso no jornalismo e na publicidade

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O drone (zangão, em inglês) é todo e qualquer tipo de aeronave que não necessita de pilotos embarcados para ser guiada. São controladas à distância por meios eletrônicos e computacionais, sob a supervisão e controle de humanos. Eles foram idealizados para fins militares, inspirados nas bombas voadoras alemãs, do tipo V-1, e nos inofensivos aeromodelos rádio controlados, para serem usadas em missões muito perigosas para serem executadas por seres humanos.

O que até pouco tempo era impensável no uso do dia-a-dia das atividades urbanas, agora já está virando febre nos grandes centros. A Capital paulista já conta com uma grande quantidade de robozinhos voadores equipados com câmeras, fáceis de serem operados.

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drones_Foto_Lucas Lacaz_Futura Press Foto: Lucas Lacaz/Futura Press

Microscópico
Na década passada, as imagens de satélite disponíveis no Google Earth revelaram as dimensões dos imóveis de qualquer bairro, com suas piscinas e jardins, e logo o Google Street View começou a flagrar os passos das pessoas indo ao trabalho, shows e lazer, por exemplo. Agora, os drones chegam a palmos de distância da sala e quarto das pessoas e, em segundos, já estão na janela de um táxi ou próximos das pessoas caminhando na rua.

Com preços que variam de R$ 380,00 a R$ 12, 000,00, eles estão à venda tanto em redes como Ponto Frio e Walmart quanto em lojinhas da Rua Santa Efigênia, no centro de São Paulo.

Na mídia, são o recurso da vez
O programa Fantástico usou um drone para mostrar o quintal da família Pesseghini, morta no início de agosto em chacina na Vila Brasilândia, na Zona Norte. A Folha de São Paulo sobrevoou milhares de manifestantes em rotas como o Largo da Batata na cobertura dos protestos que tomaram a Capital paulista em junho. No último dia 18 de agosto, o Pânico na TV “invadiu” com um deles a casa do apresentador Otavio Mesquita, no Morumbi. Para mostrar do que a parafernália é capaz, a produção do programa filmou uma modelo de seu elenco de lingèrie pelas janelas de um apartamento. “Olhe o que pode acontecer com você que está em um momento íntimo”, avisou o apresentador Daniel Peixoto, que pilotou a brincadeira.

Nem a concorrência escapa
A traquinagem de maior repercussão, porém, foi levada ao ar no dia 11, mostrando o aviãozinho da trupe, dotado de câmera e alto-falante, sobre a zona rural de Itu, onde é gravado o reality show A Fazenda, da concorrente Rede Record. O objetivo foi fazer imagens e dedurar para a então confinada Scheila Carvalho que ela havia sido traída pelo marido, o que iniciou uma disputa entre as emissoras. Ao completar a espionagem, o equipamento caiu no local. Os apelos para sua devolução rendem até hoje mais assunto para o Pânico.

Na publicidade
itaipava_p
Até 2009, para fotografar cenas de maior complexidade fotógrafos usavam um balão movido a gás hélio, mas o custo era maior. “Eu mesmo montava meus drones, juntando com cola de alta fixação as peças vindas separadamente do exterior”, conta Edmilson Mendonça, fotógrafo especializado em publicidade.

Uma campanha publicitária que usou um drone para registrar cenas de praia foi a da cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis. Outras ações publicitárias que já usaram drone foram as da Fiat e da Ford.

Privacidade
A discussão sobre privacidade e propriedade privada, enquanto isso está só no começo. “Especialmente quando os aparelhos são conjugados com tecnologias de reconhecimento facial, é muito fácil que sejam utilizados tanto para vigilância estatal quanto para interesses particulares, como por paparazzi ou bisbilhoteiros de forma geral”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, que prevê muita confusão no horizonte com a tecnologia. A era dos drones, como se vê, está apenas começando. Com informações da Veja São Paulo.

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