Conforme anunciamos na semana passada (leia aqui), o instituto germânico GfK tem intenções de operar no Brasil no segmento de pesquisas de mercado e tornar-se concorrente do Ibope. Ao longo da semana representantes da empresa reuniram-se com o mercado anunciante e emissoras de TV para viabilizar a oferta dos serviços de pesquisa de audiência de mídia no país.
O instituto anunciou no final da semana que fechou parceria com quatro das maiores redes de TV do país para reunir os investimentos necessários para entrar no mercado. De acordo com o MMonline, as emissoras são a Bandeirantes, Record, SBT e Rede TV, e os contratos estão prontos – apenas em fase de revisão jurídica.
O head mundial de desenvolvimento de negócios da GfK afirma que ainda no terceiro trimestre deste ano o instituto iniciará o período de start up, que compreende a fase de composição do painel de audiência nacional. Para isso, serão entrevistados moradores de 66 mil domicílios, em diferentes regiões do Brasil, para a construção de uma amostra de audiência representativa. A ideia é compor um painel com 6 mil domicílios distribuídos em 15 praças: Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiva, Distrito Federal, Campinas, Goiânia, Grande Vitória, Belém, Manaus e Florianópolis. As maiores delas serão Grande São Paulo (com 1,2 mil residências) e Grande Rio de Janeiro (com 920 domicílios).
“Existe uma demanda reprimida de todo o mercado pela existência de um novo player nessa área. Já presenciamos diversas manifestações de veículos que questionaram os dados apresentados”, destacou Fabio Wajngarten, sócio e fundador do Controle da Concorrência, agora parceira da GfK no monitoramento, que apresentou as possibilidades de negócio do mercado nacional para a empresa alemã.
A GFK já está presente no Brasil, mas a expansão de seu serviço de audiência de televisão é considerado essencial para que a empresa cumpra uma meta global de estabelecer presença marcante nos mercados BRIC, América Latina e Oriente Médio. Vale lembrar que a Nielsen também fez investida nesse segmento de pesquisa e não foi aiante.
Com informação do MM On Line
