O último estudo sobre o futuro do trabalho divulgado pelo World Economic Forum em outubro de 2020 aponta que em 5 anos mais de 80 milhões de empregos serão substituídos por máquinas/ algoritmos, mas ao mesmo tempo aponta que em 5 anos quase 100 milhões de novos empregos podem surgir no mercado.
O primeiro passo é entender que esta enormidade de novas vagas exigirão destes profissionais conhecimento de tecnologia, e habilidades de pensamento crítico e análise, resolução de problemas e habilidades em autogestão, como aprendizagem ativa, resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade.
Mas as perguntas que vem de bate pronto neste cenário conflitante são:
1. Estes 80 milhões que podem ficar desempregados estão se preparando para assumir estas quase 100 milhões de novas vagas?
2. Existe oferta de capacitação e requalificação no mercado para esses novos empregos?
3. As pessoas têm consciência que precisam de capacitação e requalificação?
Para a primeira pergunta podemos encontrar respostas quando o estudo aponta que houve um aumento de 4x nos números de pessoas desempregadas em busca de oportunidades para aprender online por iniciativa própria, ou seja, o EAD ganha cada dia mais força, uma oportunidade e tanto para muitos profissionais e empresas dentro deste segmento.
Para a segunda pergunta, se analisarmos pelo olhar das empresas, estas esperam oferecer requalificação para 70% de seus funcionários até 2025, enquanto a pesquisa aponta que 50% de todos os funcionários precisarão de requalificação.
Mas para a terceira pergunta os dados mostram que apenas 42% dos profissionais que estão empregados atualmente estão dispostos a buscar requalificação profissional, e ainda que a parcela de habilidades essenciais que mudarão nos próximos cinco anos é de 40%.
Importante para todas as empresas é entender que ela precisa cuidar das pessoas, pois hoje 1/3 dos trabalhadores está ansioso com relação ao futuro e seu emprego por conta da automação – uma ansiedade que acaba com a confiança e disposição de inovar, isso coloca em risco sua empresa também, pois a forma como os seus funcionários se sentem afeta a empresa hoje; portanto, inicie uma conversa madura sobre o futuro, das pessoas, dos empregos e dos negócios.
As organizações e indivíduos que compreenderem e debaterem o futuro, e se planejarem antecipadamente, serão os mais bem preparados para o sucesso.
João A F Andrade, Diretor de Educação – ABRADI e CHCO – BriviaDez
