Uso de novas tecnologias e transparência na gestão pública dominam debates durante o Seminário Redes e-Gov
25 de Julho de 2013

Uso de novas tecnologias e transparência na gestão pública dominam debates durante o Seminário Redes e-Gov

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Durante dois dias, Florianópolis sediou segunda edição do evento que mostra como o poder público pode se valer de mídias sociais para se comunicar com a população.

admin-ajaxComo os governantes podem se valer das redes sociais e das novas tecnologias para se comunicar com a população? E quais são as leis e as ferramentas à disposição dos eleitores para fiscalizar os governos e cobrar informações de interesse público. Experiências já realizadas no país e o que diz a legislação brasileira a respeito foram temas de debate durante dois dias em Florianópolis, durante a segunda edição do Seminário Redes e-Gov, promovido pelo Centro de Estudos Temáticos de Administração Pública (Cetem/SC) e que reuniu cerca de 150 participantes.

O criador do portal Cidadão.SP (http://cidadao.sp.gov.br/), Álvaro Gregório, abriu o evento explicando a construção da Rede Paulista de Inovação em Governo, trazendo seus princípios, técnicas e ferramentas, com histórias de acertos e erros que podem servir de exemplo a outros órgãos públicos na definição de presença e prestação de serviços em redes sociais. Segundo Gregório, para diminuir a complexidade dos problemas que constantemente o poder público enfrenta, deverão unir aos serviços públicos o uso das novas tecnologias ou ferramentas sociais.

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Daniel Machado, marketólogo, consultor e historiador pela UNESP, fez parte do evento e destacou a importância da comunicação nos mandatos políticos. Segundo Machado, o diálogo entre o político e o cidadão é imprescindível para fazer qualquer campanha eleitoral dar certo. “O relacionamento é quando você se comunica com frequência com seu interlocutor, estabelece com ele um relacionamento, consolida suas ideias junto à audiência, fornece elementos para a melhor propaganda do mundo: a testemunhal. E não adianta ter um excelente marketing político sem bons argumentos”, define.

O papel das instituições públicas perante a Lei de Acesso à Informação, sancionada em novembro de 2011, foi discutido pela coordenadora da Ouvidoria do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Carla Tângari, que afirmou: “O caráter público é regra, o segredo a exceção, e mesmo assim é uma exceção que não deve fazer a regra valer menos”. Segundo Carla, os maiores desafios da Lei estão ligados à transparência como característica da informação na sua produção, as formas de trabalho em que a gestão da informação e a documentação assumam papel de destaque e uma maior participação e demanda por parte da sociedade civil.

“O cidadão fará o mesmo tipo de exigência para o serviço público que ele faz para o serviço privado” e para isso é necessário que os servidores públicos se adaptem e respondam as demandas do cidadão com velocidade e eficiência. Essa foi a conclusão do consultor Nino Carvalho, na palestra que abriu o segundo dia do Seminário Redes e-Gov. Ele ainda completou que caso o governo não faça, outros farão em seu lugar. Carvalho exemplificou uma série de cases de empresas privadas e algumas públicas em que a empresa ou o órgão conseguiu manter uma boa comunicação com o cidadão através das redes sociais.

As pessoas estão saindo do ciberativismo e levando às ruas, as discussões e reinvindicações que levantam na internet. Este engajamento da sociedade é o que deseja o “Movimento Minas”, que pretende aproximar o governo do cidadão através da rede. “O portal Movimento Minas é para funcionar como um grande campo de ideias” contou a empreendedora pública do Governo de Minas Gerais Raquel Camargo. Do portal www.movimentominas.mg.gov.br, os internautas podem se apropriar das discussões e sugestões e aplicar em suas localidades. Entre os temas discutidos estão a gravidez na adolescência, a cultura empreendedora de Minas e as startups e a ida do “Ônibus Hacker” a Belo Horizonte com várias oficinas de dados abertos.

Fizeram parte do evento também os palestrantes Daniel Medeiros, apresentando o Manual de Conduta em Mídias Digital da Embrapa, Paulo Roberto Nunes, abordando as redes sociais como ferramentos de atendimento do Governo do Estado do Ceará às demandas da sociedade e Sandra Tomazi, que discutiu o direito digitial e a gestão de riscos eletrônicos na gestão pública. “Organizar o Redes e-Gov foi muito mais do que organizar apenas um seminário. Foi um momento de reconstrução das noções de cidadania e do papel do governo no processo de comunicação com a sociedade para um Brasil mais transparente. O mais compensador é que os participantes conseguiram entender o propósito e sentiram-se parte do evento.” finaliza Gabriela Tamura, coordenadora do Redes e-Gov. Texto da Dialetto Comunicação.

 

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