Twitter divulga insights para que marcas se conectem às principais conversas na plataforma

28 de Setembro de 2020

Mapeamento aponta seis comportamentos e estados de espírito que, ou emergiram, ou foram acelerados por conta do isolamento social imposto pelo surto global da Covid-19

Foto de Marten Bjork no Unsplash

 

Os últimos seis meses foram de mudanças drásticas em todo o mundo. A pandemia sem precedentes da Covid-19 fez com que as pessoas alterassem - e muito - as suas próprias rotinas, com percepções diferentes e novas formas de pensamento. É o que mostra levantamento realizado com dados colhidos no Twitter durante o primeiro semestre de 2020, que evidencia os diferentes comportamentos dos consumidores na pandemia dentro e fora do mundo virtual, e traz insights para que marcas se conectem de forma assertiva com o seu público alvo.

As principais descobertas da pesquisa realizada com dados do Twitter trazem seis comportamentos e estados de espírito que, ou emergiram, ou foram acelerados por conta do isolamento. Eles apresentam um panorama sobre como as pessoas estão vivendo e como estão lidando com as dificuldades originadas desse período. As descobertas mostram, ainda, quais destes comportamentos têm a maior chance de se tornarem permanentes mesmo depois da crise. A análise engloba desde a maneira como as pessoas têm lidado diretamente com o distanciamento social até como as compras tem sido realizada nos últimos meses. Os comportamentos são: Fisicamente distantes, socialmente conectados; Explorando a criatividade; #AsOutrasEpidemias; Em busca de um novo ritmo; Carrossel de Emoções; Consumo contraditório.

Confira abaixo os resultados da pesquisa e alguns exemplos de marcas que se destacaram nas conversas com seus consumidores.

1. Fisicamente distantes, socialmente conectados

As pessoas tiveram que se manter fisicamente distante umas das outras, porém, na realidade, o distanciamento social não existiu de fato. Graças à tecnologia, muitos se mantiveram mais conectados do que nunca. As vídeo-conferências, antes usadas apenas no ambiente do trabalho, tomaram conta da rotina de todos. A socialização passou a ser feita, ainda mais, de maneira virtual. Foram realizadas inúmeras festas remotas ou watch parties para assistir lives de shows, por exemplo. O modo de socializar se tornou fundamentalmente digital e alguns desses novos hábitos muito provavelmente irão permanecer além da pandemia. Para se ter uma ideia deste crescimento, os termos "Lives" e "watch parties" foram mencionados 10x mais do que eram anteriormente.

Os aplicativos de mensagem também ganharam ainda mais importância na vida das pessoas; 30% afirmam que continuarão a usar mais aplicativos de mensagens depois da quarentena e isolamento e 35% das pessoas no Twitter pretendem fazer mais ligações por vídeo mesmo após o fim do isolamento.

"Contar com a presença física pode ser arriscado. Mesmo depois que as restrições de isolamento forem suspensas, é esperado que as pessoas permaneçam bastante ansiosas. Considere que todos os eventos físicos precisarão ter um componente digital forte", ressaltou Vinícius.

2. Explorando a criatividade

O brasileiro é conhecido por ser um povo que consegue se adaptar às mais adversas situações com criatividade, e a pesquisa realizada pelo Twitter revelou que as pessoas estão utilizando seu tempo livre para aprender novas coisas e explorar habilidades diferentes. Houve um aumento de 37% em menções diárias sobre a palavra pão, já que muitos estão utilizando o tempo livre para aprender novas formas de cozinhar. Termos como desenho, arte e ilustração tiveram um crescimento de 35%. Houve, também, um crescimento de 30% das pessoas que afirmam estar criando mais conteúdo de vídeo para internet durante o isolamento.
Com o isolamento, também veio o desafio de pequenos empreendedores e trabalhadores informais manterem sua renda básica. Conversas relacionadas a ajuda e divulgação de trabalho e perfis de pessoas buscando emprego ou complemento de renda através de alguma atividade extra cresceram 36% na plataforma. Essa necessidade se acentuou por conta do impacto na renda de muitas pessoas. 52% dizem sentir um grande este impacto na renda com a chegada da pandemia.

3. #AsOutrasEpidemias

A saúde mental, as crises econômica e política e a preocupação com a recuperação do país têm sido classificadas como #AsOutrasEpidemias. Esses sentimentos possuem efeitos que irão ultrapassar a crise gerada pela Covid-19. Por isso, ficou claro, com o levantamento, o crescimento na incidência e no número de conversas sobre saúde mental que aconteceram no Twitter durante os seis primeiros meses de isolamento social. As pessoas passaram a falar mais sobre autocuidado, que se tornou uma das prioridades básicas, e também sobre os próprios sentimentos. Houve um aumento de 41% no número de conversas diárias sobre saúde mental, estresse e autocuidado na plataforma, desde o início do isolamento.

Além disso, como impacto financeiro consequente à crise, o levantamento apontou que boa parte das pessoas tiveram suas fontes de renda bastante impactadas; 40% com horas de trabalho reduzidas, e 59% se sentido inseguras ou muito inseguras em relação a suas finanças pessoais nos próximos 6 meses.

4. Em busca de um novo ritmo

Algumas pessoas mudaram - e muito - o ritmo das próprias vidas. Para algumas pessoas, as vidas, antes muito agitadas, sofreram uma parada brusca e se tornaram bem mais lentas. Mesmo com o isolamento tendo chegado sem aviso, e promovendo uma série de mudanças não programadas, as pessoas passaram a apreciar esse ritmo mais lento e demonstraram a intenção de permanecer em rotinas menos frenéticas no futuro.

O levantamento mostra um aumento dos Tweets declarando a apreciação das coisas simples da vida, como o nascer do sol e a natureza - a plataforma registrou um aumento de 46% de menções relacionadas a estes temas. Além disso, mesmo com as telas ainda ditando o modo como vivemos e trabalhamos, o número de pessoas praticando atividades analógicas como jardinagem, culinária e leitura, entre outros, aumentou. Houve um crescimento de 41% nas pessoas que afirmam estar lendo mais neste período, e conversas diárias sobre jardinagem e casa aumentaram sete vezes.

5. Carrossel de Emoções

Acordar sorrindo, dormir chorando e ainda passar pelas mais diversas emoções durante o mesmo dia - ou até hora - tem sido uma coisa comum para muitas pessoas. O isolamento pesou para a maioria, impactando fisicamente e emocionalmente. Muitos estão experimentando emoções intensas e oscilantes no dia a dia. A expectativa, pelo que mostra o levantamento realizado no Twitter, é que essa oscilação se mantenha alta até que a situação esteja completamente sob controle. Um termômetro disso é o uso dos emojis na plataforma, já que as "figurinhas" têm como objetivo sintetizar o que cada um está sentindo. Ao observar os mais usados durante o isolamento, fica claro como as coisas têm sido inconstantes.

Apenas 7% das pessoas do Twitter acham que as marcas devem manter o tom de comunicação habitual em meio à crise. De acordo com o levantamento, as marcas precisam ser mais humana e manter o tom em constante evolução. As pessoas esperam que as marcas sejam informativas, aderir um tom empático e se manter positivas nesse momento.

6. Consumo contraditório

A plataforma sempre foi palco de discussão entre pessoas com pontos de vista diferentes, o que enriquece qualquer conversa. Mas, na pandemia, as opiniões que circularam no Twitter se mostraram mais extremadas e contraditórias, revelando que as pessoas estão mais pragmáticas. Ao mesmo tempo que as prioridades mudaram, as expectativas ainda são bem altas em relação a nós mesmos, figuras públicas e marcas.

Mesmo apoiando os negócios locais, as compras em sites como Amazon e outros mega varejistas aumentaram como nunca. As conversas sobre mudança climática caíram e a ameaça do vírus fez com que muitos, que antes eram contra, passassem a aceitar o uso de plástico descartável em luvas ou copos, por exemplo.

Enquanto foram registrados mais de 300 mil Tweets apoiando o Breque dos Apps - movimento criado pelos entregadores em busca de melhores condições de trabalho -, 42% das pessoas dizem ter aumentado o uso de aplicativos de delivery de comida durante a pandemia e que pretendem manter o hábito depois do isolamento.

 

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