Startup paranaense desenvolve solução para medição da temperatura corporal sem contato

26 de Maio de 2020

Ferramenta integrada a um smartphone ou tablet poderá ser utilizada em empresas e ambientes públicos

A paranaense GTI, startup da indústria 4.0, está desenvolvendo uma solução baseada em sensoriamento térmico corporal para realizar a triagem e o diagnóstico inicial dos sintomas de Covid-19 em pessoas que circulam por ambientes públicos e privados. A empresa receberá aporte de edital da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Sebrae, que foca no desenvolvimento de soluções do combate à pandemia.

Segundo o proprietário da GTI, Maurício Doebeli, o objetivo é disponibilizar o equipamento às empresas para que elas possam retomar suas atividades e, ao mesmo tempo, resguardar a saúde de seus colaboradores. “Queremos ofertar uma tecnologia nacional, com custo acessível, e que possa ser desenvolvida em um curto prazo de tempo. Essa é uma solução que pode ser utilizada por parte de empresas e órgãos públicos para atuar de maneira mais assertiva, aliando a emergência de salvar vidas à retomada das atividades econômicas”, comenta o executivo. 

Com o equipamento, será possível identificar quem apresente estado febril, um dos principais sintomas da doença. A medição acontece de forma off-line e sem contato, a partir da aproximação da parte interna do punho da pessoa. O resultado é como um semáforo exibido em um display do próprio aparelho, com sinal verde indicando siga ou vermelho pare, como alerta para alteração na temperatura acima de 37,8ºC.

Em caso de febre, a pessoa pode fazer uma autoavaliação ou ser encaminhada para uma avaliação dos demais sintomas e preenchimento de dados pessoais, em um aplicativo do celular. A partir disso, é possível gerar um diagnóstico preliminar que define o grau de risco da pessoa estar com a doença, considerando parâmetros definidos por autoridades de saúde. Ela também pode receber notificações com orientações para prevenção e combate ao vírus.

Maurício ainda explica que, as informações obtidas no smartphone ou tablet são enviados para nuvem (big data) e, com o uso da inteligência artificial, podem gerar dados relevantes como indicadores de prevenção e controle de forma inteligente à população, empresas e autoridades de saúde. Além disso, também permite mapear os riscos de contágio ao monitorar os dias e horários em que a pessoa infectada passou pelo local, identificando se houve contato com outras pessoas ou até mesmo utilizar como política de acesso a uma determinada empresa.

“Dessa maneira seria possível realizar um banco de informações por parte de Governos municipais, estaduais e federais para o monitoramento e a adoção de medidas sanitárias e de controle epidemiológico em determinados locais”, conclui Doebeli.

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