Startup catarinense de tecnologia ajuda na elaboração de acordos de cooperação internacional entre governos e empresas

11 de Janeiro de 2021

Global Data conta com o apoio da Fapesc por meio do Programa Nascer

Júlia Koch e Júlia Mascarello, criadoras da Global Data. Foto: Divulgação / Fapesc

Apesar de acordos de cooperação internacional entre órgãos públicos e instituições de pesquisa serem uma saída viável para o desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação (CTI) de diversos países, a negociação desses termos pode ser um pouco mais problemática. É o que apontam as catarinenses Júlia Koch e Júlia Mascarello, criadoras da startup de tecnologia Global Data, de Florianópolis.

Segundo Júlia Mascarello, o problema está na falta de informação. “Os países em desenvolvimento não conseguem aproveitar justamente porque não têm informação suficiente sobre o parceiro internacional, sobre o que ele pode oferecer e se realmente é o melhor para cooperar”, destaca. É nesse sentido que a Global Data atua: no mapeamento de melhores países e parceiros para acordos de cooperação usando como base os indicadores nacionais e internacionais. “A Global Data surge nesse contexto de querer fazer uma intersecção entre as relações internacionais com a ciência, tecnologia e inovação e todas as possibilidades de melhorias econômicas e sociais que isso gera”, destaca Júlia Koch.

O primeiro teste da metodologia utilizada pela startup foi anunciado na reunião de apresentação de indicadores do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) com representantes da Valônia, na Bélgica. A Global Data foi responsável por gerar os indicadores para a cooperação com dados tanto do Brasil quanto da região. O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, também participaram do encontro virtual.

“Tive oportunidade de conhecer o trabalho realizado pelas empreendedoras na reunião do Confap com os empreendedores e pesquisadores da Bélgica. Foi um excelente material produzido por elas, que foi elogiado pelos presidentes de várias fundações de amparo à pesquisa do Brasil. Fui tomado por um sentimento de orgulho perante meus pares por saber que aquele material foi produzido pelas empreendedoras catarinenses”, comenta o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen.

Agora, a empresa começa a avançar com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) por meio do Programa Nascer. O professor Luiz Salomão Ribas Gomez, criador da ferramenta exclusiva TXM Business, usada no Programa, e idealizador do Cocreation Lab, destaca a importância da pré-incubação para o desenvolvimento de projetos como o Global Data: "Mesmo as boas ideias precisam passar por diferentes processos para que sejam testadas e validadas. Assim, as empresas saem mais bem preparadas para o mercado, com mais chances de serem bem-sucedidas", explica.

Júlia Koch e Júlia Mascarello esperam concluir a passagem pelo Programa Nascer com uma plataforma e uma metodologia de trabalho que auxilie com informações “chave” para inserção internacional, seja de um órgão público, pesquisa, ou uma empresa privada. Depois, as sócias pretendem seguir para um processo de incubação e de aceleração para que a startup cresça.

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