Resistência à mudança digital evapora com chegada da Covid-19 e acelera mentalidade digital

19 de Outubro de 2020

A digitalização nas empresas já deixou de ser uma vantagem e, no pós-pandemia, se torna essencial.

Imagem: Babbel

A pandemia do novo coronavírus acelerou o que já era esperado: a evolução e propagação da mentalidade digital. De repente, nos vimos obrigados a encontrar novas formas de trabalhar, fazer compras e realizar as tarefas básicas.

Muitas pessoas já utilizavam o meio digital para trabalhar, pedir refeições e fazer compras diversas, mas muitos ainda estavam relutantes. A pandemia e o isolamento social imposto como forma de prevenção fizeram com que até os mais incrédulos e relutantes em realizar tarefas em meio digital se renderem à essa praticidade. 

Mudanças que estávamos implantando aos poucos na sociedade e no modo de viver, que certamente levariam anos para serem adotadas de forma progressiva, tivemos que começar a utilizar no susto, em questão de dias ou meses.

O presente é digital

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Dizíamos que o futuro seria digital. O futuro, para nós, chegou em questão de meses. O mundo todo teve de se adaptar e avançar pelo menos 5 anos em questão de 2 ou 3 meses. Todos os setores tiveram que criar formas de continuar funcionando, seja indústria, comércio ou serviços. 

Nossos dias dependem agora do meio digital, em sua maioria da internet. Com ela fazemos compras, trabalhamos, nos comunicamos. E a pandemia acelerou alguns comportamentos que já estavam em ascensão, entre eles a mentalidade digital, o home office e consumo consciente.
 

As mudanças que já colocamos em prática e são tendência para o futuro pós-pandemia

Mesmo que incerto, o cenário do pós-pandemia tem características que podemos antecipar. Entre elas, a consolidação de tendências que colocamos em prática agora por necessidade.

 

1. Aprendizado digital
O que já era aplicado em alguns setores da educação, como os cursos de idiomas on-line, agora é regra para todas as instituições de ensino durante a pandemia. Impossibilitados de prosseguir com as aulas presenciais, as escolas, faculdades e outras instituições se viram obrigados a aderir o ensino a distância.

Os cursos de idiomas podem ter sido pioneiros nesta prática, como a Babbel, que é uma empresa que fornece diversos cursos de idiomas totalmente on-line, que está na ativa desde 2007. Mesmo antes da pandemia, já existiam inúmeros cursos livres on-line além de faculdades que implementavam o ensino a distância, minimizando a presença do aluno na instituição. 

Com a pandemia, os cursos virtuais foram crescendo exponencialmente, tanto em oferta quando em demanda. Instituições que já existiam e ofereciam cursos EAD disponibilizaram opções com descontos e até gratuitos, para incentivar que as pessoas cumpram o isolamento social, além de passarem o tempo adquirindo conhecimento.

Esta tendência que já era significativa, com certeza permanecerá após a pandemia. A facilidade de estudar em casa e com a flexibilidade de horários que só o meio digital oferece, conquista cada vez mais adeptos. 

Assim sendo, cada vez mais pessoas conquistam o tão sonhado diploma só porque o ensino a distância tornou isto possível. 

 

 


 

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2. Locais de trabalho flexíveis
Um dos termos mais falados durante essa pandemia foi “home office”. Com o isolamento social, muitas pessoas começaram a trabalhar de forma remota, em casa. Isso só foi possível com a tecnologia, e mostrou para muitas empresas que o home office, ou trabalho remoto, é viável e traz benefícios, tanto ao colaborador quanto para a empresa. 

Para o colaborador, tem um aumento na qualidade de vida, pois não necessitam gastar tempo com deslocamento, ganhando mais tempo com a família e para o descanso. Outro benefício é a redução de gastos com alimentação e transporte. 

Para a empresa, a redução de gastos com infraestrutura, eletricidade, pagamento de vale transporte e alimentação. Já as empresas que ainda não querem implementar o trabalho 100% remoto em determinados setores, existe a flexibilização. O funcionário poderá ir apenas alguns dias na semana na empresa, finalizando o trabalho de forma remota. 

Esta tendência veio com peso, principalmente por destacar os benefícios para os dois lados. Estudiosos do mercado de trabalho afirmam que essa tendência é permanente, que será o começo da mudança do comportamento entre empresa e colaborador. 

3. Consumo consciente
A incerteza do futuro, redução de renda em muitas famílias e a preocupação com a saúde geraram uma onda de consumo consciente, que deveria existir há muito tempo. Além de mais consciente, o consumidor está mais responsável

Hoje, o consumidor pondera mais o que é essencial para sua vida, além de levar em consideração outros fatores na hora de comprar. Muitos estão dando preferência a produtos e negócios locais, para fortalecer a economia de sua cidade. 

Outros levam em consideração se as compras podem ser feitas totalmente on-line, com rapidez e qualidade de entrega. Vale salientar que mesmo as compras on-line contribuem com o meio ambiente, uma vez que diminui o volume de veículos no trânsito, reduzindo assim, a poluição. Com isso, as empresas que não focavam tanto no e-commerce, passaram a investir mais, bem como no marketing digital, inclusive, nas redes sociais.

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