HOJE | Especialistas debatem o impacto da segurança de dados na competitividade dos negócios

20 de Maio de 2020

Encontro terá a participação de advogados, do empresário Jaime de Paula e do especialista em segurança da informação Ramicés dos Santos Silva

 

 
Os advogados Tullo Cavallazzi Filho e Amanda Rocha Nedel, o empresário Jaime de Paula e o Co-fundador da Safera Data Protection Ramicés dos Santos Silva debatem na quarta-feira (20/05), a partir das 10h, o impacto da decisão recente do Congresso Nacional de adiar a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) sobre sobre os negócios em diferentes áreas. 

Para acompanhar o bate-papo, basta acessar o link bit.ly/advempresarial.  

Apesar da aprovação pelo Senado do adiamento da entrada em vigor da LGPD, o Supremo Tribunal Federal (STF) poucos dias atrás tomou decisão contrária ao compartilhamento de dados de companhias telefônicas com o IBGE. Segundo a advogada Amanda Rocha Nedel, isso mostra que o judiciário deve proteger a privacidade dos indivíduos mesmo antes da vigência da LGPD. "O voto favorável à decisão de dez dos onze Ministros do STF é um sinal importante. A privacidade do indivíduo é um direito já previsto na Constituição Federal e em legislação internacional".

Na prática, durante o prazo de prorrogação da entrada em vigor da LGPD não há um efetivo marco regulatório sobre o tema, o que causa insegurança jurídica para as empresas, já que o cidadão pode cobrar esclarecimentos sobre o uso de seus dados por diferentes caminhos: o Poder Judiciário, o Sistema de Defesa do Consumidor e o Ministério Público, por exemplo.

A adequação às normas de proteção de dados também é condição essencial para qualquer organização que pretenda fazer negócios com a Europa, onde já está em vigor há tempos legislação sobre o tema.

Cientista da Computação e especialista em Segurança da Informação Ramicés dos Santos Silva explica que a crise do Coronavírus representa riscos extras para as empresas. Ele destaca que desde o início da quarentena, cresceram de forma exponencial os acessos por VPN a redes corporativas. Também há incontáveis conferências remotas e  tornou-se comum o uso de equipamentos pessoais ligados às redes das empresas. “Tudo sem tempo para adaptações de governança ou adoção de melhores práticas de segurança e, na maioria das vezes, sem protocolos e treinamentos. As empresas estão expostas e vulneráveis ao vazamento de informações".
 

 

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