FaceApp e outros apps baseados em Reconhecimento Facial retratam o avanço tecnológico e suas funcionalidades

15 de Julho de 2019

Ferramenta vai além de brincadeira para "prever" envelhecimento e pode beneficiar outros aspectos, como encontrar pessoas desaparecidas, ajudar na sua segurança residencial ou identificar foragidos da justiça

Crédito: FotoApp

O aplicativo FaceApp viralizou nesses últimos dias na timeline das redes sociais, que ficou cheia de amigos e famosos brincando com a aparência. Todos adquirindo um semblante mais velho, assim como algum tempo atrás o desafio do #10yearschallenge brincou com a aparência das pessoas no decorrer de uma década. Trata-se de uma ferramenta baseada em Inteligência Artificial, chamada Reconhecimento Facial, uma das tecnologias mais inovadoras do momento e que a cada dia tem ficado mais precisa.

Os softwares utilizam pontos do rosto humano que não se alteram e são reconhecidos para criar uma composição básica do rosto humano. A partir daí, são feitas mudanças, com diversas projeções.

“O programa mapeia e detecta um rosto em formas geométricas e biométricas. Monta um tipo de quebra cabeça para que outros padrões possam ser aplicados em cima daquela imagem, alcançando algo tão impressionante como ficar mais velho ou fazer sugestões de uma criança desaparecida e hoje já é adolescente, por exemplo”, explica o Cheif Data Officer da Lambda3, Diego Nogare, empresa referência no setor tecnológico, com foco em soluções digitais. .

Mas além da brincadeira divertida, o Reconhecimento Facial traz benefícios muito grandes. A China, por exemplo, já é reconhecida pelo controle social e recentemente prendeu um cidadão identificado no meio de outros 60 mil e, além disso, criou um placar social  e  uma pontuação, punindo ou recompensando as pessoas por ações tomadas durante a vida e as coisas que faz.

Em casas inteligentes, que utilizam dessa tecnologia, fica programado para que seja enviado notificações caso algum desconhecido tente entrar na sua casa, ou ainda facilitar a entrada de amigos e familiares.

E não para por aí. A ferramenta também pode ser usada em lojas com o reconhecimento do seu rosto para pagamento ou canteiros de obra para liberar a entrada de pessoas que estão trabalhando. Estas são algumas situações de onde e como o Reconhecimento Facial pode ser aplicado.

Neste ano, o Brasil já testou durante o carnaval da Bahia e do Rio de Janeiro, o reconhecimento de foragidos da justiça. Mesmo que com alguma imprecisão e algo que precisa ser aprimorado, é um avanço para a segurança e traz agilidade no trabalho das forças de segurança.

“Não podemos esquecer que este avanço está totalmente ligado ao debate sobre proteção de dados. Por isso, a lei de Proteção de Dados Pessoais também conhecida como LGPD, entra em vigor no ano que vem. A tecnologia está caminhando a passos largos e eu vejo como algo benéfico para todos, já que ela vai facilitar e muito a nossa vida”, comenta Diego Nogare.

A legislação visa proteger as pessoas, que são detentores das informações. Entra em vigor em 2020 e as empresas que trabalham com informações dos clientes devem se adequar as exigências, como perguntar sobre ter ou não as informações dos clientes ou não disponibilizar o banco de dados para fins não autorizadas.

“Esta simples brincadeira deve ser vista de forma mais séria, para entendermos como o uso da tecnologia pode nos beneficiar, nos proteger e dar agilidade para a tomada de decisão”, conclui Nogare.