Especialistas listam 4 tendências para o e-commerce em 2021

12 de Janeiro de 2021

Construção de audiência, novas categorias de produtos e experiência do consumidor estão entre os elementos de destaque para o ambiente digital no próximo ano

Foto de Negative Space no Pexels.

 

Apesar de na maioria dos lugares o funcionamento do comércio ter sido retomado, ao menos em parte, a previsão é de que as vendas online - que cresceram nos últimos meses devido ao isolamento social imposto pela pandemia - não desacelerem. “A expectativa é de ainda mais crescimento”, afirma o gerente de marketing da HostGator, Ricardo Melo.

Mas o que esperar do e-commerce em 2021? Quem explica são Melo e Bruno de Oliveira, fundador e CEO do E-commerce na Prática, listando as principais tendências para este ano.

Confira:

O comércio reabriu, mas as vendas online seguirão em alta

A migração do varejo para o ambiente digital em 2020 foi intensa e atípica - e sem muito tempo para que as empresas se preparassem adequadamente. “As vendas online estão evoluindo aos poucos”, diz Oliveira, do E-commerce na Prática. “O importante é perceber que as empresas estão consciente de que o e-commerce é um caminho sem volta, até porque ele continuou crescendo mesmo com a reabertura do varejo tradicional”. Esse movimento deve se aprofundar em 2021. A diferença é que a mudança acontecerá de maneira cada vez mais profissionalizada. “A digitalização por si só não garante o sucesso do negócio, mesmo sendo um passo primordial. É importante profissionalizar a geração de tráfego para conseguir bons resultados”, diz Melo, da HostGator.

O nome do jogo é (e continuará sendo) audiência

Como houve uma migração em massa e em pouco tempo para o ambiente digital, a disputa pela atenção dos consumidores cresceu bastante - o que fez a publicidade online encarecer consideravelmente. Por isso, será cada vez mais importante que as marcas valorizem os clientes que já conquistaram. “O nome do jogo é construção de audiência e relacionamento com ela. As empresas que conseguirem construir e ampliar as suas bases, mantendo um canal de relacionamento eficiente com elas, são as que obterão melhores resultados a médio e longo prazo”, diz Oliveira. E por resultado entenda-se faturamento e lucratividade. “Essas marcas tendem a ter um custo de aquisição de clientes mais baixo e margens mais altas”.

Novas categorias chegarão ao e-commerce, com destaque para as de consumo rápido

Embora as principais categorias de produtos vendidos no e-commerce devam se manter as mesmas, existe uma tendência de que novas sejam agregadas com mais força em 2021. É o caso dos produtos de consumo rápido. “É a típica compra que você faria em um mercadinho ou em uma farmácia, e que agora passará a fazer cada vez mais pela internet”, explica Oliveira. Também deve ganhar espaço o segmento de mercearias, formado principalmente pela porção de produtos com maior valor agregado normalmente vendidos nos supermercados.

Atendimento ao cliente vai ser cada vez mais parte da estratégia do negócio

“O cliente está no centro, e o resto é resto”, avalia o CEO de E-commerce na Prática. Com isso, a tendência é que os antigos departamentos de atendimento ao consumidor - tradicionalmente considerados operacionais e merecedores de orçamentos pouco expressivos - se tornem áreas de experiência do cliente, mais robustas, alinhadas com as ações de marketing e integradas à estratégia do negócio. “É importante lembrar que na internet a reputação é uma função da facilidade de comprar, da performance da entrega e do tempo de resposta. Mas todos esses elementos têm o cliente como pano de fundo”, diz o gerente de marketing da HostGator. “O ideal é se antecipar aos prováveis problemas para evitar que o consumidor chegue a vivenciá-los” finaliza.

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