Big Data: O que é e por que ele é tão importante

28 de Abril de 2021

“Big data” nada mais é do que uma área do conhecimento humano que busca estudar e descobrir formas de obter, tratar e analisar informações a partir de um conjunto de dados grandes

 

Se você navega na internet ou assiste a telejornais você já deve ter ouvido falar em “big data”, já que esse é um campo de estudo que tem tido bastante destaque no momento. Mas o que, então, é “big data”? ¿Para que ele serve? E qual a importância dele em nossas vidas? Para responder essas e outras perguntas é que nós, da betsonly.net, preparamos esse texto para você. A primeira coisa que você deve saber é que, cada vez mais, você vai ouvir falar de “big data” e, apesar de você, talvez, ainda não perceber, ela já é parte da sua vida e será cada vez mais. Antes de falarmos sobre “big data”, contudo, devemos falar sobre a internet, já que as duas estão, intrinsecamente, ligadas. Todo mundo percebeu o enorme crescimento que a internet teve nos últimos anos. Hoje em dia, ela está presente na vida de quase todo mundo e, quase todos nós, lidamos com ela diária e cotidianamente. Pois bem, o ser humano sempre acumulou dados para os mais diversos usos, mas com a popularização da internet a quantidade de dados “acumulados” chegou a um nível nunca antes visto na história. Imagine o tanto de dados que empresas, governos e organizações obtêm e acumulam diariamente. Atualmente, acredita-se que nós geramos mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados todos os dias. Mas acumular dados não é o mais importante para essas instituições. O mais importante é fazer uso desses dados. De nada interessa um monte de dado desordenado, misturado e sem uso aparente. Mas como ordenar, processar e fazer uso dessa quantia gigantesca de dados? É aí que entra a chamada “big data”.

 

“Big data” nada mais é do que uma área do conhecimento humano que busca estudar e descobrir formas de obter, tratar e analisar informações a partir de um conjunto de dados grandes demais para ser analisado e processado por sistemas tradicionais de processamento de dados. O termo “big data” foi criado nos anos 1990, provavelmente, por John Mashey, mas só a partir dos anos 2000, e da popularização da internet, é que ele se popularizou. Pois bem, agora você já tem uma ideia geral do que é “biga data”, mas como e para que ela é usada? Bem, de forma geral, para tudo. É isso mesmo, o “big data” tem inúmeras e diversas aplicações em incontáveis campos da atividade humana. Vamos a um exemplo simples. Imagine uma empresa grande que acumule uma quantidade enorme de dados de seus clientes (histórico de compras, transações, buscas em seu site, etc.). Ela pode usar isso para formar “perfis” de seus consumidores e, tentar antecipar suas demandas. Ela pode, também, usar esses dados para preparar ofertas e campanhas de divulgação específicas para um consumidor ou, mesmo, para uma região específica de um país onde ela sabe que aquele produto terá mais chances de ser vendido. Ela pode, também, usar esses dados, até mesmo, para otimizar sua logística e encurtar tempos de envio ganhando mercado consumidor. Por exemplo, digamos que uma empresa mantenha diversos galpões com seus produtos armazenados em diversas partes de um país. Com o uso de “big data”, ela poderia “prever” que uma região daquele país irá consumir mais guarda-chuvas, por exemplo, do que outra região com clima mais seco. Assim, ela poderia se movimentar para que os armazéns daquela região mais chuvosa estejam sempre abarrotados de guarda-chuvas. Dessa forma, quando alguém encomendar esse produto, ela já o terá, ali, bem perto e pronto para entrega.

 

Governos, também, podem fazer uso de “big data” para poder detectar os “problemas” e “carências” de cada região e, assim, poder distribuir melhor seus recursos, afim de que eles cheguem a quem realmente precisa. Evitando, dessa forma, que algumas áreas recebam muito mais recursos que outras. O uso de “big data” também pode ajudar governos a prever possíveis problemas, demandas e até, desastres naturais e climáticos. Além de governos, políticos e partidos podem, igualmente, usar “big data” para ganhar eleições, como ocorreu, recentemente, nas eleições americanas de 2016. Isso porque, de posse de uma análise detalhada de seus eleitores, um político pode antecipar suas demandas e, assim, preparar discursos e projetos que agradem a seu eleitorado. Obtendo, dessa forma, uma vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Big data pode ser usada até no esporte para melhorar treinos e para preparar estratégias mais efetivas contra adversários específicos.

 

É claro que, como tudo na vida, a big data também tem seu “lado ruim”. A primeira questão que se levanta quando falamos de “big data” e a questão da privacidade de cada um de nós. Apesar de que, quase, todo mundo tem seus dados, diariamente, coletados. Quase, todo mundo, também não quer que isso ocorra e abjeta a violação de sua privacidade. A segunda questão é o uso que governos e empresas fazem desses dados. Por exemplo, governos não democráticos podem fazer uso de big data para monitorar e controlar seus cidadãos e até para promover “limpezas étnicas”. O governo chinês, por exemplo, vem sendo acusado de usar “big data” para monitorar, controlar e, alguns dizem, até “eliminar” a população de Uigures que vive no Noroeste do país.
 

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