ARTIGO | O domínio da inteligência artificial.

12 de Novembro de 2017

Web Summit, que aconteceu semana passada em Lisboa, antecipa projetos e ideias que vão revolucionar ainda mais o nosso cotidiano

por André Lupi e Gustavo Schlösser - Advogados*
 
Em 2020, em algum lugar do mundo, a sua chamada para o Uber poderá ser atendida por um carro voador. Parece brincadeira ou uma prática muito próxima? Afinal, estamos falando da era Jetsons virando realidade... Sim, essa foi uma das novidades confirmadas durante o Web Summit, que aconteceu entre os dias 6 e 9, na semana passada, em Portugal. Mas tem muitomais e tão surpreendentes quanto fascinantes. Num piscar de olhos elas estarão aí, compondo impressionantemente o nosso dia a dia.

 

O formidável processamento de dados da mídia mundial feito no âmbito do projeto Gdelt e o forte uso de drones, projeções e processamento de dados extraídos por estes meios para diversas aplicações são outras das grandes novidades apresentadas no Web Summit, o  mais importante evento de tecnologia da Europa e que reuniu um número formidável de empresas voltadas ao desenvolvimento de software e hardware. Na prática, exemplificamos a tecnologia da Intel, que confere ao usuário que assiste a uma partida de futebol o poder de, a qualquer momento, escolher um ponto do estádio e projetar na tela a perspectiva visual desse local ou até mesmo de um jogador em campo, durante o correr do jogo.

 

Muito próximo da nossa realidade, também, o imenso volume de dados que terão de ser transmitidos e processados nos vários projetos de automação plena dos veículos, substituindo, em breve e com a maior segurança, os carros e aviões hoje guiados por nós. Na verdade, não se fala mais em uma revolução. Ela já está aqui. Mais do que isso, viveremos em um estado de mudança constante, cada vez mais rápida, rumando a um futuro que mesmo as mentes mais brilhantes apenas vislumbram.

 

A hora é da inteligência artificial, mesmo que opiniões possam divergir. Enquanto uns buscam o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, colocando várias inteligências artificiais para trocarem informações e estimularem seu aprendizado, outros lutam para desenvolver mecanismos de controle. Mas há consenso quanto à vivência desta mudança, que será muito rápida e significativa. Se o mundo produziu muita informação desde a internet, agora o foco será organizar, processar e interligir esse manancial de dados, com o efeito de que será fundamental para as pessoas 'aprender a aprender' e criar capacidade de adaptação às novas realidades. 

 
*André Lupi e Gustavo Schlösser são sócios do escritório Menezes Niebuhr Advogados Associados