Publicidade digital no Brasil cresce 48% em dois anos

13 de Outubro de 2021

Investimentos no setor alcançaram R$ 23,7 bilhões apenas em 2020; veja as principais formas de compra de mídia

Foto de Kindel Media no Pexels

A Digital AdSpend, pesquisa da IAB Brasil que analisa os investimentos feitos em mídias digitais no País, mostrou que só no último ano a publicidade digital alcançou R$ 23,7 bilhões investidos, o que representa um crescimento de 48% em dois anos.

Para fazer o relatório foram analisados 26 setores. Desses, 50% tiveram o digital como principal destino de compra de mídia, com destaque para três setores: comércio, com 47%; serviços, 62%; e financeiro, 55%. O estudo apontou ainda que o número de anunciantes que investem nos canais digitais cresceu 57% no geral, com mais de 100% de crescimento em setores como imobiliário (139%), eletrônicos (117%) e serviços (111%).

Diante desse cenário, veja quais são as principais ferramentas e estratégias de compra de mídia:

Atualmente, as mídias de performance são vendidas através de leilão, fazendo com que os anunciantes e agências precisem ter boas estratégias de campanha e lances. Devido à grande quantidade de variáveis que esse processo envolve, como segmentação, aderência do anunciante, experiências anteriores do público-alvo na web, dispositivo, localização física entre outros, as automações são cada vez mais comuns para gerar mais resultados. “Se automatizamos, por exemplo, o lance com base em inteligência artificial (IA), conseguimos mudar nossa estratégia várias vezes ao dia e otimizar investimentos. Já em processo manual, esse número de ajustes ficaria muito limitado”, afirma o CEO da CTRL 365 e CMO da AdsPlay, Bruno Campos.

O executivo pontua quatro estratégias principais para venda: busca paga, social ads, mídia programática e game ads.

A busca paga consiste na compra de palavras-chave que são pesquisadas pelo usuário. É um anúncio “reativo” que sempre responde a alguma pergunta. Quando bem feito, acaba sendo uma das principais fontes de conversão e ROI das marcas.

O social ads é todo e qualquer anúncio feito em plataformas sociais como Facebook, Instagram, Tik Tok, LinkedIn e Twitter.

Já a mídia programática automatiza a compra e venda de inventários de mídia, o que permite estratégias sofisticadas e com entregas em diversos canais diferentes, sejam on ou offline. Essa ferramenta permite também uma melhor gestão dos dados proprietários da empresa, como pessoas que consomem seus produtos, frequentam as suas lojas e utilizam suas plataformas digitais.

Por fim, o game ads é um formato que permite a inclusão de anúncio no universo de jogos digitais. “O anúncio dentro de jogos vai de ativações estáticas, como uma marca que aparece no estádio de partida de Fifa 22, a formatos personalizados, como a NFL que personalizou o jogo Angry Birds e substituiu o clássico pássaro que é lançado por bola de futebol americano para promover a final do campeonato. Por fim, temos os playable ads, que são anúncios onde o usuário pode interagir e, literalmente, jogar dentro”, explica o CMO da Adsplay.

Embora seja percebido o avanço dessas ferramentas, para o fundador e CEO da Alright, Domingos Secco Jr., no Brasil, o mercado se restringe ao pensar em mídia programática no estado da arte da automação, usando plataforma de dados e de compra. “Temos grandes anunciantes, as trend desks ajudando os anunciantes que querem acessar isso, mas ainda tempos boa parte do investimento em plataformas mais simples, o que não quer dizer menos eficientes, como Google Ads e Facebook Ads, que detêm a maior fatia desse bolo. E por isso esse avanço não é tão acelerado, não é uma virada de chave tão simples”, constata.

 

Fonte: Meio & Mensagem

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