MEMÓRIA | Publicidade da Unilever pode deixar de ser veiculada no Facebook e Google

01 de Junho de 2019

Fake news e publicações de ódio e tóxicas a crianças seriam os motivos

Esta metéria foi publicada neste portal no dia 14 de fevereiro de 2018
 

A Unilever informou em comunicado que pode retirar investimentos globais de publicidade no Facebook e Google, caso os gigantes digitais não se agilizem no combate às fake news, às  publicações de ódio e ao conteúdo tóxico dirigido a crianças.

Na última segunda-feira, 12/02, na Califórnia, EUA, Keith Weed, responsável pela área de marketing da Unilever, enfatizou que que a indústria de tecnologia melhore a transparência e a confiança do consumidor em uma era de notícias falsas e conteúdo online tóxico.

“A Unilever, como anunciante respeitado, não quer anunciar em plataformas que não deem uma contribuição positiva para a sociedade”, disse o executivo na Califórnia.

“Não podemos abastecer uma cadeia digital que entrega quase um quarto dos nossos anúncios aos consumidores que, às vezes, é pouco melhor que um pântano em termos de transparência”.

Dona de marcas como Dove, Knorr e OMO, a Unilever gastou cerca de US$ 9 bilhões em publicidade no ano passado, de acordo com informações do mercado.

O discurso de Reed é mais uma forma de pressionar Facebook e Google a tomarem providências contra as fake news e os conteúdos extremistas. Nos últimos meses, ambos têm sido acusados de contribuir para espalhar as notícias falsas na rede ou permitir que conteúdo extremista ou com visões racistas e sexistas sejam exibidos junto com anúncios de grandes marcas, sem que elas estivessem cientes.

P&G
A outra gigante do segmento também pressiona o Google e Facebook a acabar com as fraudes no digital. No ano passado, a P&G – maior anunciante do mundo – cortou US$ 100 milhões em marketing digital em um trimestre e afirmou que não teve impacto nas vendas. Com informações oriundas do Propmark.