Política de AdBlocks do Google será implantada em todo o mundo

11 de Janeiro de 2019

Sites que utilizarem materiais publicitários intrusivos e fora das guidelines não exibirão anúncios

A gigante Google vai expandir a sua política de AdBlocks para todos os seus mercados de atuação a partir do mês de julho de 2019, segundo comunicado distribuido na última quarta-feira, 9 de janeiro. . No segundo semestre, sites que utilizarem materiais publicitários intrusivos e que estejam fora das guidelines previstas na Coalition for Better Ads (CBA, ou “coalizão para Melhores Anúncios”, na tradução livre) arriscarão ter seus banners não exibidos e/ou removidos pelo Chrome. Essa prática já está acontecendo desde fevereiro passado nos Estados Unidos e Europa.

Publicidade digital e as novas regras
O Coalition for Better Ads (CBA), convenção anual que se propõe a melhorar a qualidade da publicidade digital, anunciou no mesmo dia 9, a expansão de seus padrões de anúncios para a América Latina, além de Ásia e Pacífico. Eles já avaliam desde 2017 nos Estados Unidos e na Europa. A CBA se baseou em uma pesquisa com mais de 66 mil consumidores em todo o mundo para expandir a prática e evitar publicidade digital de má qualidade. As pessoas que participaram, inclusive, sugeriram formatos considerados saudáveis.

O que será bloqueado
A CBA foi formada em dezembro de 2018 e traz a união de 137 empresas — entre elas estão Google, Microsoft, Facebook, os grupos de mídia e marketing Omnicom e Publicis, Procter&Gamble e Unilever, além da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), entre outros. Os padrões estabelecidos por essa coalizão regem a proibição de anúncios intrusivos, estabelecidos em 12 categorias, como por exemplo anúncios de vídeo com autorreprodução com som, banners animados em Flash e peças que ocupem áreas desproporcionalmente grandes e displays pré e pós acesso de uma página estão entre os inimigo.

A Google diz que não é intenção da CBA “banir” anúncios do Chrome (até mesmo porque a maior fonte de receitas da empresa ainda é o Google Ads, por uma ampla margem), mas sim incentivar websites a entregarem os anúncios de maneira mais inteligente. Diz a coalizão que a estratégia vem funcionando: cerca de dois terços dos sites que previamente violavam suas diretrizes alteraram suas práticas de propaganda. E o monitoramento já foi feito em cerca de 1 milhão de páginas (menos de 1% da internet).

IAB Brasil - Interactive Advertising Bureau
Renato Girard, diretor de operações do IAB Brasil reforça o esforço local em se ajustar às normas. “Nossa associação e os seus membros trabalharam para melhorar o ambiente de publicidade on-line para os consumidores no Brasil”, disse reforçando que as expansões dos padrões de anúncios proporcionarão um impulso adicional para avançar ainda mais neste importante trabalho.” Com informações do Canaltech, Google e MMOnline.