P&G pretende cortar 80% das agências que prestam serviço às suas marcas

23 de Fevereiro de 2018

De acordo com informações do portal AdAge, durante uma conferência na Flórida, David Taylor, chairman e CEO da P&G, revelou a um grupo de investidores que a companhia planeja reduzir em US$ 400 milhões os gastos com agências e fees de produção até o fim do ano fiscal, em 30 de junho de 2021. A P&G é uma das maiores anunciantes do mundo, e pretende cortar 80% das agências que prestam serviço hoje para suas marcas.

Para chegar ao planejado, a P&G já havia cortado em 60% o número de agências que prestavam serviços para suas marcas globalmente desde 2015. 

A P&G também está alterando sua dinâmica de trabalho com as agências. Segundo Taylor, a ideia é investir mais no modelo open sourcing em cada projeto ao invés de confiar somente em agências registradas. Isso significa que as prestadoras de serviços devem se preparar para modelos de concorrência semelhantes aos que participam para instituições públicas, com licitação por projeto.

A empresa é conhecida por seus grandes investimentos no modelo de receita fixa, mas agora estão mudando isso. “Nós pretendemos adotar uma abordagem mais equilibrada entre o fee fixo e o pagamento por projeto feito”, afirma porta-voz da companhia, Tressie Rose. Na prática, a empresa irá avaliar cada job, tanto as agências que já trabalha de forma mais próxima e outros prestadores, como também a melhor qualidade, capacidade técnica e valor.

Essas mudanças começaram em 2015, e com a redução alcançou os 2 bilhões de dólares americanos. O que já está causando um grande impacto às agências.