Pesquisa sobre empoderamento feminino aponta Natura como a marca mais lembrada sobre o assunto

04 de Junho de 2019

Estudo foi realizado pela MindMiners

Para descobrir se as pessoas realmente sabem do que se trata duas palavras utilizadas muito hoje em dia "empoderamento feminino"  a MindMiners, empresa de tecnologia especializada em soluções digitais de pesquisa, desenvolveu estudo com novo olhar sobre o tema. 

A pesquisa A importância de falar sobre empoderamento feminino foi liderada pela analista de comunicação Katlyn Mallet e entrevistou 640 mulheres e 360 homens de todo o país. “Feminismo é uma palavra que assusta as pessoas, há um estigma. E muitas delas confundem também o que é empoderamento. Feminismo é um movimento, e empoderamento é consciência. E consciência é algo que todo mundo precisa ter. É responsabilidade de todos, homens e mulheres, colaborar para que a sociedade tenha igualdade de gênero. Pela maioria das respostas, é possível ver que as mulheres estão se desprendendo de algumas regras. Os homens também estão mudando, mas não tão rápido quanto nós”, explica.

Dados

Para 64,8% das mulheres é muito inspirador ver figuras femininas mais presentes em diversos cenários sociais, como na política, na mídia e em cargos de liderança. Esse índice cai para 40% quando a mesma questão é respondida por homens.

As entrevistadas acreditam ainda que mulheres gordas, negras e idosas são as menos representadas pela mídia de forma geral, incluindo a publicidade. 41% das participantes afirmam conhecer marcas que levantam a bandeira do empoderamento. A Natura foi a mais citada dentre as empresas. Dove, Avon, O Boticário e Salon Line completam o top 5.

Questões consideradas culturais, como padrões de beleza, também apareceram na pesquisa. Enquanto 35% dos homens acreditam que as mulheres devam ser “femininas e delicadas”, 87% das mulheres já ouviu comentários sobre sua aparência ou personalidade que as “incomodaram ou magoaram”.

Além disso, 65% das mulheres e 66% dos homens acreditam que existam profissões destinadas apenas para homens, como pedreiro, mecânico, cargos na construção civil e postos militares. Já 41,4% das mulheres e 49,4% dos homens consideram que funções como babá, doméstica, manicure, professora, cozinheira e secretária devam ser exercidas apenas por figuras femininas.

Na opinião de Katlyn, os dados que mais chamam a atenção, no entanto, são os que estão relacionados à segurança. “Em uma das perguntas, questionamos o quão confortável as pessoas se sentiam em voltar para casa à noite desacompanhadas, e 70% das mulheres afirmaram se sentir desconfortáveis, contra 30% dos homens. Isso é muito impactante. Quando falamos sobre violência, que também está diretamente relacionada à segurança, apenas 16% dos casos de abuso (sexual, físico, psicológico, moral ou patrimonial) são denunciados. As pessoas têm vergonha ou medo. Estou ainda refletindo muito sobre o que podemos fazer em relação a isso”.