O Grupo Croma, especialista em design de inovação, por meio do estudo Oldiversity, que mostra como a longevidade e a diversidade impactam as relações com as marcas e as jornadas de compra e consumo, identificou que a propaganda no Brasil ainda é machista.
Para realizar o estudo, foram feitas cerca de duas mil entrevistas quantitativas on-line, utilizando painel de internautas de 16 anos ou mais, classes ABC, distribuído pelo território nacional, com cotas desproporcionais por idade e cotas específicas, considerando gênero, raça, orientação sexual e PcDs. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.
No resultado, 62% das mulheres entrevistadas declaram que elas são mostradas como objeto na publicidade e 54% concordam que o machismo ainda predomina nas campanhas, embora elas acreditem que a propaganda pode ajudar no combate ao sexismo e a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade. Além disso, 61% das mulheres gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade.
Entre os segmentos mais associados à diversidade pelas mulheres, estão: 64% cosméticos, beleza e higiene pessoal, 26% confecção e moda, 16% entretenimento e redes sociais e 14% alimentos e bebidas. Natura (45%) e O Boticário (26%) são as marcas com maior associação à diversidade pelas mulheres, seguidas por Avon (14%), C&A (11%) e Netflix (6%).
As diferenças salariais entre gêneros e o baixo número de mulheres que ocupam posições de liderança no mercado de trabalho também foram citados no estudo. 81% das entrevistadas declaram que homens ganham mais que as mulheres (versus 59% homens), 79% dizem que existem menos mulheres que homens em cargos de liderança (versus 60% homens) e 68% declaram que há discriminação das empresas em contratá-las (versus 48% homens).
