O que mudou no Festival Mundial de Publicidade de Gramado

10 de Julho de 2017

por João Firme*
 
O Festival Mundial de Publicidade que chegou ao pico de 7 mil participantes em 2007 foi diminuindo nos anos seguintes pela entrada da internet com seus aplicativos que permitem aos jovens antecipar o futuro.
 
Vaticinamos este ano, de 7 a 9 de junho, um empreendimento para 1.500 pessoas e na projeção julioverniana  erramos, pois deu acima de 2.000 e nervosos  pelo pouco patrocínio nos atiramos á fera do déficit que acontece até quando o Festival de Gramado cresce demais.
 
De tudo o que vimos dos jovens da geração Y é a falta de conhecimento, cultura e pouca disposição para a arte.
 
Descobrimos que os inscritos como participantes nos paralelos de entidades assistem aos workshops e dispensam os demais assim como as palestras no plenário, preferindo o “tour”, fandango, trago e mulher, esquecendo até um certificado de extensão universitária em comunicação fornecido pela FAMECOS/PUCRS, que tem um valor imenso na carreira pública como curso de especialização.
 
Dentro do que pensamos tivemos um depoimento espetacular do diretor da Câmara Brasil Alemanha, Valmor Kerber, no dia 4 último, no auditório da Prefeitura de Gramado no evento preparatório às Edições Extras de 2018 em Berlim, Washington e Nova Dehli. Ele disse: "Acabaram os grandes eventos. Os empresários que investiram em pavilhões para feiras e congressos vão ter espaços ociosos durante o ano e dificilmente sobreviverão. A indústria hoteleira e de viagens terão que se adequar às mudanças  que acontecerão ainda nesta década. As entidades públicas e privadas estão se organizando para terem eventos da categoria sem cobrança de locação. As baladas que são antro do vício vão cair para a felicidade da sociedade".
E concluiu com uma séria advertência: “O Rio Grande do Sul, que tem um PIB menor do que Santa Catarina,  deve seguir o exemplo do estado gaúcho-alemão, a união que faz a força entre empresários e políticos sem cor na hora de divulgar os produtos e serviços para o mundo”.

- O poder público que cobra impostos para eventos que tem exposições vão voltar atrás sob pena de não terem mais turistas.

-O que deu certo foi  com o Galo de Gramado que agora é Patrimônio Histórico Cultural de Gramado que passa a ser prêmio oficial da propaganda no Brasil de Peças Publicitárias Profissionais e de Universitários. Com as inovações de inscrição gratuita e votação on-line sob os temas Planeta Sustentável e Clima Sustentável, respectivamente, atingindo em cheio o meio ambiente que foi discussão no G20 com a premiação da  mídia tradicional impressa (jornais e revistas) e eletrônica (tv e rádio) vencendo a Internet com votos de jurados do Brasil, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Hungria, Emirados Arabes, Singapura, El Salvador, Panamá e USA.
 
Ainda bem que a ALAP desde sua fundação voltou-se para a propaganda com responsabilidade social e a diversidade, sendo reconhecida pelo Itamaraty como referência nacional em eventos de comunicação  e por instrução normativa   passou a ser entidade de defesa dos direitos sociais ligadas à cultura e arte.
 
* João Firme, Publicitário e Jornalista