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Com o intuito de apresentar o retrato da atual situação do mercado audiovisual publicitário no Brasil nesse um ano de pandemia, a APRO apresenta um balanço com dados do Registro de Obras Publicitárias da ANCINE, somado a informações complementares coletadas por uma pesquisa feita internamente junto às associadas.
De acordo com os dados da ANCINE, houve uma queda no volume total de registro de obras publicitárias. Observa-se uma redução de 14% em relação a 2019. No cenário nacional, no que tange a participação por Estado, os estados do sul e sudeste mantiveram os maiores números de registros, com São Paulo em primeiro lugar (32%), seguido por Paraná (12%), Santa Catarina (9%), Minas Gerais (7%), Rio Grande do Sul (7%) e Rio de Janeiro (5%). O número de registros em São Paulo e no Rio de Janeiro voltaram para ao patamar de índices apresentados em 2018.
Com relação às modalidades de registro de obras publicitárias, observa-se uma manutenção do volume de registros de obras estrangeiras, ou seja, se mantiveram no mesmo patamar em comparação a 2019. Já com relação às obras brasileiras filmadas no Brasil, os dados apresentaram uma queda de 15% em relação a 2019, o que novamente aponta para uma retração do Mercado em 2020.
Para complementar a análise dos dados da ANCINE, a APRO realizou, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, um mapeamento do mercado. Participaram da pesquisa 49 produtoras associadas e representantes do time de produção das agências.
Impacto causado pela Covid
De acordo com produtoras associadas à APRO, 99% sentiram algum impacto refletido na redução de orçamentos devido à pandemia. Destas, 56% afirmaram ter tido projetos cancelados em função da pandemia e o dado mais triste dessa pesquisa revela que 50% das produtoras tiveram que reduzir o número de funcionários fixos de suas equipes. No entanto, mesmo diante de todas as adversidades, para 77% das produtoras a expectativa é positiva em relação a 2021.
Protocolo de Saúde e Segurança
Em relação à implementação do Protocolo de Saúde e Segurança no Trabalho do Mercado Audiovisual, 96% das produtoras concordam que o documento auxiliou na retomada dos negócios e nas negociações e, por unanimidade, as produtoras avaliaram o protocolo como “bom ou ótimo”.
A mesma percepção é sentida pelas agências. 95% das participantes consideram o documento “ótimo” e reforçam que a aplicação do mesmo ajuda a mitigar os riscos no set. Ainda pelo ponto de vista das agências, 99% se consideram “satisfeitas ou muito satisfeitas” com o desempenho das produtoras na pandemia.
O lado negativo é que apenas 44% das produtoras conseguem repassar os custos relacionados a aplicação do Protocolo para os clientes, sem comprometer a taxa da produtora.
Diante do novo cenário, as principais dificuldades apontadas na pandemia são: achatamento de orçamentos (28%), dificuldade de dividir responsabilidades e riscos (21%), cronogramas apertados (20%) e prazo de pagamento (12%).
A APRO e o mercado
A relação das agências com a associação se mostrou positiva nesse processo. 90% das participantes disseram que trabalham com produtoras associadas à APRO sempre que possível. Para 65% das agências, é relevante uma produtora estar associada à APRO. Entre os diferenciais de produtoras associadas estão: confiabilidade, profissionalismo, comprometimento e segurança.
“O lado positivo da pandemia foi ter nos proporcionado uma maior aproximação com as agências e aqui incluo alguns clientes também. Nos falamos quase diariamente, trocamos informações, dividimos problemas, buscamos juntos entendimentos para os questionamentos. Um lado sempre apoiando o outro. De fato, nos unimos muito durante a pandemia e sinto que estamos mais fortalecidos como mercado. Mais do que um selo de qualidade, hoje a APRO se tornou um lugar de escuta e de troca. Espero que esses aprendizados perdurem e que possamos seguir evoluindo e caminhando juntos para a construção de um mercado mais justo e sustentável para todos”, ressalta Marianna Souza, presidente executiva da APRO..
