Martin Sorrell deixa WPP sob acusação de má conduta

15 de Abril de 2018

Executivo trabalhou 33 anos na gigante mundial de propaganda

Sir Martin Sorrell, executivo de sucesso com 33 anos dedicados à WPP, maior holding de propaganda do mundo está se desligando do cargo de CEO depois de iniciada uma investigação interna que busca confirmar a suspeita de má conduta

Neste sábado, 15/04, a empresa anunciou que seu presidente, Roberto Quarta, assume   o cargo de presidente executivo até que um novo CEO seja nomeado. Simultaneamente  
foram anunciados novos diretores operacionais:
- Mark Read, CEO da Wunderman e WPP Digital;
- Andrew Scott, diretor de desenvolvimento corporativo da WPP e diretor de operações da Europa.

 

O que diz Martin Sorrell
O executivo que tem 73 anos emitiu um comunicado no qual diz que decidiu sair porque que entendeu ser esta a melhor conduta para ele. "Optei por me afastar do interesse da empresa, dos clientes, dos acionistas e de todas as outras partes interessadas. Como fundador, posso dizer que o WPP não é apenas uma questão de vida ou morte. Foi, é e sempre será mais importante que isso. Boa sorte para todos vocês ... agora de volta para o futuro", concluiu ele. 
Sorrell também disse aos funcionários que estaria disponível para eles e para o conselho "no próximo período".

O que diz o WPP
"A investigação anteriormente anunciada sobre uma alegação de má conduta contra a Sir Martin está concluída. A alegação não envolveu quantias que são materiais. De acordo com o seu contrato de trabalho, Sir Martin será tratado como tendo se posentado ao deixar o WPP, conforme detalhado na Política de Remuneração dos Diretores. Seus prêmios e ações serão divididos proporcionalmente às regras doplano e serão inves tidos nos próximos cinco anos, na medida em que as metas de desempenho do Grupo sejam atingidas. "

Sorrell disse que os planos de sucessão estão em vigor há algum tempo. Ele disse em sua declaração que Read e Scott "são bem qualificados e experientes na opinião do
Conselho, para lidar com as oportunidades e desafios geográficos e tecnológicos que nossa indústria enfrenta".

Em um email para os funcionários, o WPP acrescentou que o conselho considerará candidatos internos e externos para o papel de CEO. A empresa disse que não há prazo definido, mas que a busca será concluída "o mais rápido possível".

A súbita saída de Sorrell vem menos de duas semanas depois que a WPP divulgou que estava investigando alegações de má conduta. Em uma declaração de 3 de abril, o conselho disse que havia "nomeado advogado independente para conduzir uma investigação em resposta a uma alegação de má conduta pessoal contra Sir Martin Sorrell, diretor executivo da WPP. A investigação está em andamento. As alegações não envolvem valores que são materiais para o WPP.”

Uma pessoa conhecedora do assunto disse ao Ad Age, no início deste mês, que as várias menções da alegada "má conduta pessoal" e "improbidade financeira" em declarações de terça-feira da WPP e Sorrell se referiam à mesma coisa. O gigante da agência estava investigando uma alegação de má conduta pessoal "que pode ter algumas implicações financeiras menores", disse essa fonte.

Após a declaração do WPP sobre a investigação, Sorrell disse em sua própria declaração que ele rejeitou as alegações "sem reservas".

Tamanho do WPP
Atualmente o maior conglomerado mundial de agências, com receita de US$ 19,7 bilhões em 2017 e 134.413 funcionários. No Brasil, as empresa controladas pelo WPP
detêm aproximadamente 24% do bolo publicitário que em 2017 alcançou o montante de R$ 134 bilhões.
Com informações do AdAge