Google ganha multa de €220 mi por favorecer seus próprios serviços em processo de concorrência

08 de Junho de 2021

Decisão foi anunciada pelo órgão francês regulador de concorrência Autorité de la concurrence

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O Autorité de la concurrence, órgão francês regulador de concorrência, emitiu na última segunda-feira (7) uma decisão que multa o Google em até 220 milhões de euros por ter abusado de sua posição dominante no mercado de publicidade online durante processo de concorrência.

De acordo com a entidade, a empresa deu preferência às suas tecnologias proprietárias oferecidas sob a marca Google Ad Manager para soluções como o funcionamento do servidor de anúncios DFP (que permite a venda de publicidade) e sua plataforma de vendas SSP AdX (que organiza o processo de leilão de "impressões" ou inventários publicitários para anunciantes), em detrimento de seus concorrentes e editores. Além da multa, o Google terá ainda de aceitar algumas exigências dos reguladores, incluindo o compartilhamento de dados com concorrentes.

"A decisão que sanciona o Google tem um significado muito especial porque é a primeira decisão do mundo a analisar processos complexos de leilões algorítmicos através dos quais funciona a publicidade de exibição on-line", disse a presidente da autoridade de concorrência da França, Isabelle de Silva, em comunicado. "Essa sanção e esses compromissos permitirão restabelecer um campo de igualdade para todos os jogadores e a capacidade dos editores de aproveitar ao máximo seu espaço publicitário", continuou De Silva.

Em outubro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou o Google alegando que havia violado uma série de leis antitruste para monopolizar seu mecanismo de busca e negócios publicitários. Em dezembro, a empresa foi alvo de mais duas queixas, uma de uma coalizão bipartidária de 38 procuradores-gerais do estado e outra de uma coalizão de 10 procuradores-gerais republicanos.

"As ações anticompetitivas do Google protegeram seus monopólios gerais de pesquisa e excluíram rivais, privando os consumidores dos benefícios das escolhas competitivas, defendendo a inovação e minando novas entradas ou expansão", disse o procurador-geral do Colorado, Phil Weiser, em comunicado após anunciar o processo bipartidário.

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